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Academias de Fortaleza: 14 autuadas por falta de desfibriladores

Resumo

O Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon) autuou 14 academias em Fortaleza após fiscalizações realizadas entre 14 e 16 de outubro; seis unidades não dispunham de desfibrilador externo automático (DEA) e foram constatadas falhas em documentação, PAR-Q, medidas contra assédio e práticas contratuais. A lei municipal em vigor desde setembro exige DEA em academias com 500 ou mais alunos e prevê multas de R$ 1 mil a R$ 10 mil.

Academias de Fortaleza: 14 autuadas por falta de desfibriladores
Foto: Divulgação
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Academias de Fortaleza — uma operação do Decon realizada entre 14 e 16 de outubro resultou na autuação de 14 estabelecimentos por irregularidades que colocam em risco usuários e geram risco legal para as empresas. A ação destacou a falta de desfibriladores e outras falhas de segurança e compliance que precisam ser corrigidas sob pena de multa.

Falta de desfibrilador e a lista dos locais autuados

Das 14 academias fiscalizadas, seis foram flagradas sem desfibrilador externo automático: Porão Iconiq 24h (Bairro Luciano Cavalcante), Academia Max Forma Prime (Parque Manibura), BlueFit Varanda (Bairro Aldeota), Academia Gaviões 24h (Bairro Sapiranga), Academia Newmax (Bairro Dionísio Torres) e Academia Top Up 24h (Bairro Edson Queiroz).

Além da ausência do equipamento, os fiscais observaram a falta de profissionais capacitados para uso do DEA e para prestação de primeiros socorros, o que agrava o risco em situações de emergência.

"Nos estabelecimentos, a equipe verificou a inexistência de políticas internas para atender à legislação, a ausência de canais acessíveis para denúncias e de cartazes informativos sobre os direitos das usuárias, além da falta de capacitação dos colaboradores para acolhimento e encaminhamento adequado de eventuais vítimas." — Decon

Documentação, práticas contratuais e prazos legais

Outras irregularidades encontradas incluíram não preenchimento do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q), falta de exigência de atestado médico quando exigido, ausência de alvarás, certificado do Corpo de Bombeiros, Livro de Reclamações e exemplar do Código de Defesa do Consumidor em local acessível.

Também foram identificadas práticas contratuais potencialmente abusivas (taxas de matrícula, multas excessivas e cláusulas que isentam responsabilidade da empresa). As empresas notificadas têm 20 dias corridos a partir da notificação para apresentar defesa, e a lei municipal nº 11.696/2026 exige DEA em academias com 500 ou mais alunos, com multa entre R$ 1 mil e R$ 10 mil em caso de descumprimento.

O que você acha? Você acha que as academias estão cumprindo as regras de segurança e proteção ao usuário? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Quais academias de Fortaleza foram autuadas e quantas estavam sem desfibrilador?

Academias de Fortaleza tiveram 14 estabelecimentos autuados após fiscalizações entre 14 e 16 de outubro; seis unidades não possuíam desfibrilador: Porão Iconiq 24h, Academia Max Forma Prime, BlueFit Varanda, Academia Gaviões 24h, Academia Newmax e Academia Top Up 24h. As demais apresentaram outras irregularidades administrativas e sanitárias.

O que a lei municipal exige sobre desfibriladores e qual é a penalidade para academias em Fortaleza?

A lei municipal nº 11.696/2026 determina que academias com 500 alunos ou mais mantenham pelo menos um desfibrilador externo automático (DEA) e um profissional capacitado durante o funcionamento. O descumprimento pode gerar multa que varia entre R$ 1.000 e R$ 10.000, conforme a gravidade apontada na fiscalização.

Quais outras irregularidades o Decon encontrou e qual é o próximo passo para as academias autuadas?

Academias de Fortaleza foram notificadas por falhas como ausência de PAR-Q preenchido, não exigência de atestado médico quando indicado, falta de alvará, certificado do Corpo de Bombeiros, Livro de Reclamações e problemas de acessibilidade; as empresas têm 20 dias corridos para apresentar defesa a partir da notificação formal do órgão.

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POR Vinicius Balbino
Vinicius Balbino

Editor-chefe | Vinicius Balbino responde pela linha editorial do Jornal Liberdade. Coordena a curadoria, a revisão e a publicação das matérias, cuidando para que cada texto chegue ao leitor com qualidade e coerência.

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