Siga o Jornal Liberdade no Google Clique em Seguir e não perca nenhuma novidade. Seguir Política

Aparecida: romaria de 170 km transforma fé em pedido por justiça social

Resumo

No feriado de 12 de outubro, milhares de fiéis seguiram até o Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, convertendo devoção em apelo por justiça social e acolhimento. Peregrinos percorreram rotas de até 170 km pela Rodovia Presidente Dutra; lideranças religiosas e grupos de militância destacaram rejeição à instrumentalização da fé e defenderam uma "paz desarmada", mesmo com episódios pontuais de vaias e protestos na chegada.

Aparecida: romaria de 170 km transforma fé em pedido por justiça social
Foto: Divulgação
Pergunte à IA sobre isto:

Santuário Nacional de Aparecida — a comemoração do dia 12 de outubro teve um tom marcado pela solidariedade e pela cobrança por políticas que atendam os mais vulneráveis, mas também refletiu a temperatura política do segundo turno. Milhares de peregrinos, romeiros e movimentos sociais transformaram a festa da padroeira em ato de acolhimento e reivindicação social.

Peregrinação e acolhimento na estrada

Uma das imagens centrais da jornada foi a caminhada de cerca de 170 quilômetros ao longo da Rodovia Presidente Dutra, entre a capital paulista e o Vale do Paraíba, que simbolizou sacrifício e propósito para muitos participantes.

O ativista Rodrigo Gonzalez, da Casa de Cultura Dona Albertina Vila Moraes, iniciou a peregrinação no quilômetro 231 da Dutra e percorreu aproximadamente 140 quilômetros até Pindamonhangaba, onde recebeu atendimento médico por bolhas nos pés antes de completar os últimos 30 quilômetros rumo à Basílica Nacional.

“Foi um desafio enorme, até agora nem sei de onde tiramos forças”, relatou um dos peregrinos após concluir a caminhada, destacando o acolhimento recebido nos pontos de apoio ao longo do percurso.

Missas, críticas ao armamentismo e o clima político

Na Basílica, a celebração teve também um tom de crítica social: o arcebispo de Aparecida defendeu uma “paz desarmada e desarmante” e condenou a indiferença diante da fome, da violência e da devastação ambiental durante a homilia.

Organizações como a Comissão Pastoral da Terra resgataram a origem popular da devoção — lembrando que a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por pescadores artesanais em 1717 — e enfatizaram a missão profética de proteger os mais fragilizados e denunciar estruturas que perpetuam a desigualdade.

Apesar de registros de tensão na entrada da basílica, quando apoiadores de diferentes candidaturas trocaram vaias, a maioria dos peregrinos circulou livremente, e diversos pontos de apoio ofereceram acolhimento sem julgar posicionamentos políticos. Para acompanhar desdobramentos sobre o debate público em torno dessas manifestações, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

O que você acha? Você acha que manifestações religiosas devem servir como espaço de cobrança por políticas sociais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu na celebração em Aparecida no dia 12 de outubro?

Na celebração em Aparecida no dia 12 de outubro, milhares de fiéis lotaram o Santuário Nacional de Aparecida, com peregrinos vindo a pé — inclusive trajetos de cerca de 170 quilômetros pela Rodovia Presidente Dutra — e lideranças religiosas transformando a devoção em apelo por justiça social e acolhimento dos mais pobres.

Quem proferiu a defesa por uma "paz desarmada" durante a missa em Aparecida?

O arcebispo do Santuário Nacional de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, foi quem defendeu a construção de uma “paz desarmada e desarmante” na homilia, criticando a disseminação de armamentos e conclamando os fiéis a combater a indiferença diante da fome e da destruição da natureza.

Houve conflitos entre apoiadores políticos durante a romaria a pé até Aparecida?

Registros apontaram episódios pontuais de atrito na entrada do templo entre militantes pró-Lula e apoiadores do senador Flávio Bolsonaro, com vaias e protestos, mas a celebração em si permaneceu majoritariamente pacífica, segundo relatos de agentes de pastoral e participantes que circularam pelo Vale do Paraíba.

Compartilhar:
POR Rafael Menezes
Rafael Menezes

Redação e entretenimento | Rafael Menezes produz conteúdo de entretenimento, televisão e atualidades para o Jornal Liberdade, com foco em agilidade e clareza para o leitor digital.

Talvez Você Goste