Siga o Jornal Liberdade no Google Clique em Seguir e não perca nenhuma novidade. Seguir Política

Apyterewa: pecuaristas planejam invasão se Flávio Bolsonaro vencer

Resumo

Áudios e relatos apontam que pecuaristas do sudeste do Pará articulam a invasão da Terra Indígena Apyterewa, marcada para 25 de outubro, data do segundo turno. A reserva, em São Félix do Xingu, tem 773 mil hectares e abriga mais de mil Parakanã. Órgãos federais monitoram o caso, afirmam reforço de segurança e investigam as gravações e o aumento de queimadas.

Apyterewa: pecuaristas planejam invasão se Flávio Bolsonaro vencer
Foto: Divulgação
Pergunte à IA sobre isto:

Terra Indígena Apyterewa — a comunidade Parakanã e uma área de 773 mil hectares em São Félix do Xingu estão no centro de um plano que, segundo gravações e relatos locais, visaria retomar fazendas e pastagens a partir do segundo turno das eleições. A movimentação eleva o risco de novas ocupações e violência na região.

Áudios e movimentação apontam invasão prevista para 25 de outubro

Um conjunto de oito áudios e relatos de moradores descreve a articulação de pecuaristas e fazendeiros para ingressar na TI Apyterewa a partir de 25 de outubro, data do segundo turno, com o objetivo de reabrir áreas de pastagem e plantio ilegais.

Relatos na região também registram movimentação incomum de motocicletas e caminhonetes e a compra de lonas e ferramentas agrícolas, sinais de preparo para ocupação imediata após a votação.

“Durante a reunião, o Comitê deliberou pelo reforço das ações de segurança, incluindo o aumento do efetivo mobilizado, a fim de intensificar a manutenção da desintrusão e prevenir novas ocupações ilegais.”

Monitoramento, queimadas e histórico de destruição

O Ministério dos Povos Indígenas passou a acompanhar o cenário e decidiu reforçar a segurança; o Ibama também alertou para mobilizações semelhantes em outras partes da Amazônia, e autoridades policiais foram acionadas para investigar os áudios.

Dados do Inpe compilados pelo Programa Xingu mostram escalada de focos de calor na Apyterewa: 41 em julho, 626 em agosto e 1.007 em setembro. O território vinha sofrendo avanço de grilagem e garimpo, com desmatamento que saltou de 18,9 km² em 2018 para 102,2 km² em 2022.

O que você acha? O que você pensa sobre essa ameaça às terras indígenas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Quando e como teria sido articulada a invasão da Terra Indígena Apyterewa?

A Terra Indígena Apyterewa foi alvo de uma articulação registrada em oito áudios que indicam entrada prevista para 25 de outubro, data do segundo turno eleitoral. As mensagens descrevem intenção de reabrir fazendas e mostram compras de lonas, ferramentas agrícolas e movimentação de motocicletas e caminhonetes na região.

Que medidas estão sendo tomadas para proteger a Terra Indígena Apyterewa?

O Ministério dos Povos Indígenas passou a monitorar a situação da Terra Indígena Apyterewa e deliberou pelo reforço do efetivo de segurança após reunião do Comitê de Desintrusão em 8 de outubro. Ibama e órgãos federais acompanham o caso, e autoridades policiais investigam os áudios que citam as eleições.

Qual o histórico de desmatamento e violência na Terra Indígena Apyterewa?

A Terra Indígena Apyterewa sofreu alto avanço de grilagem e garimpo, com desmatamento de 18,9 km² em 2018, 85,3 km² em 2019 e pico de 102,2 km² em 2022; a retomada iniciada no fim de 2023 reduziu a taxa anual para 20,6 km². Confrontos recentes incluíram um servidor da Funai baleado em 2023 e um colaborador do Ibama assassinado em 2025.

Compartilhar:
POR Dimitri Lares
Dimitri Lares

Redação e cobertura geral | Dimitri Lares acompanha o noticiário do dia a dia e os temas de interesse amplo. Prioriza texto objetivo, atualizado e fácil de acompanhar.

Talvez Você Goste