Comando Vermelho — o julgamento de quatro acusados pelo ataque a tiros em frente a uma escola do bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza, ganha contornos de tensão local: a sessão marcada para 19 de novembro concentra provas materiais, reconhecimento por vítima e a argumentação de defesa sobre supostas falhas na investigação.
Julgamento marcado e resistência da defesa
Os réus Jorge Leandro da Silva, Reginaldo Melo da Silva, Anderson Pereira da Silva e Juliano Lourenço de Souza Melo foram pronunciados pela 6ª Vara do Júri no fim do ano passado e agora aguardam a sessão judicial fixada para 19 de novembro.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →As prisões dos quatro permanecem mantidas. Em coletiva de defesa, o advogado Taian Lima assumiu a representação de Anderson e afirmou que, na visão da defesa, o processo teria lacunas que comprometem a acusação.
"Não há um único indício de que fosse membro de qualquer Organização Criminosa, apenas ilações. Tenho repetido “ad nauseam” que justiça não se faz somente quando se condena o réu, mas também quando se absolve um inocente. E confiamos na soberania do Tribunal do Júri"
O ataque, a investigação e a narrativa da disputa entre facções
Por volta das 18h30 do dia 28 de maio de 2025, homens armados chegaram em veículos em frente a uma escola no Vicente Pinzón, desceram e efetuaram disparos quando alunos entravam e saíam; duas pessoas foram atingidas — uma por três tiros e outra por dois — e foram socorridas a unidade hospitalar, sobrevivendo.
Testemunhas relataram que o veículo usado seria um Ford Ka branco, com apoio de uma motocicleta vermelha. A Polícia localizou o carro na manhã seguinte e, após perícias, constataram impressões digitais coincidentes com as do réu Anderson.
A investigação aponta indícios de que a tentativa de homicídio ocorreu no contexto de disputa territorial entre facções rivais Guardiões do Estado (GDE) e Comando Vermelho (CV), com relatos de coerção a moradores para adesão e de emboscadas para consolidar domínio.
Dois dias após o ataque, os demais suspeitos foram localizados na Praia do Futuro. Um dos sobreviventes teria identificado Anderson como líder do Comando Vermelho no Morro das Placas e Juliano Lourenço como o “braço direito”. O conjunto probatório levou o Judiciário a manter a qualificadora de motivo torpe e a remeter o caso ao Tribunal do Júri.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Quando será o júri dos quatro acusados pelo ataque em frente à escola do Vicente Pinzón?
O júri dos acusados Jorge Leandro da Silva, Reginaldo Melo da Silva, Anderson Pereira da Silva e Juliano Lourenço de Souza Melo está agendado para 19 de novembro. A pronúncia ocorreu na 6ª Vara do Júri no fim do ano passado e as prisões preventivas dos quatro permanecem mantidas até a sessão.
O que exatamente ocorreu em frente à escola no dia 28 de maio de 2025, em Fortaleza?
No dia 28 de maio de 2025, por volta das 18h30, homens armados em um Ford Ka branco e em uma motocicleta vermelha desembarcaram em frente a uma escola no bairro Vicente Pinzón e efetuaram disparos; duas pessoas foram atingidas — uma com três tiros e outra com dois — e sobreviveram após serem socorridas ao hospital.
Quais evidências ligam os acusados ao ataque e como foram localizados?
As investigações apontam que o carro usado no ataque foi localizado na manhã seguinte e periciado, com impressões digitais coincidentes com Anderson; dois dias depois os outros suspeitos foram encontrados na Praia do Futuro, e um sobrevivente teria reconhecido Anderson como líder do Comando Vermelho no Morro das Placas.
Samuel Vitor