Comando Vermelho — uma apuração iniciada por uma portaria sobre comércio ilegal de armas no Ceará levou à identificação de uma organização criminosa que, conforme a acusação, teria fornecido armamento à facção. A denúncia formalizada em setembro soma dez pessoas e inclui um comerciante apontado como líder, além de um policial civil e um advogado entre os citados.
Como a investigação chegou aos acusados
O Ministério Público do Ceará apontou que a associação era “estruturalmente ordenada” e com divisão de tarefas entre dez integrantes, denunciados por formação de organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo, extorsão e receptação.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O comerciante Paulo Roberto Ribeiro de Melo aparece como líder e é descrito na denúncia como o possível "braço financeiro do Comando Vermelho", com movimentações que teriam incluído lavagem de dinheiro, uso de empresas e pessoas de fachada e até operação de mineração de criptomoedas para ocultar recursos. À justiça, foi pedido e decretado pela autoridade judicial o afastamento cautelar do policial civil João Paulo de Carvalho Barbosa.
"Destaque-se que, o denunciado utiliza empresas de fachada em seu nome e no de familiares para simular vendas e justificar a entrada de dinheiro ilícito, além de ocultar valores ilícitos operando esquemas de mineração de criptomoedas, praticando agiotagem e utilizando contas bancárias de terceiros (“laranjas”). Paulo Roberto atua, ainda, mediante coação de moradores de condomínios, obrigando-os a assinar contratos de internet com a empresa que pertence a sua companheira Erivânia de Sousa Bezerra".
Quem são os acusados e as provas citadas
A denúncia individualiza condutas: além de Paulo Roberto Ribeiro de Melo, figuram João Paulo de Carvalho Barbosa (policial civil) e o advogado Miguel Fernandes Pessoa Neto entre os denunciados. Outros nomes relacionados pela investigação são Antônio Alisson Duarte dos Santos, Maria Senhorinha Ribeiro de Sousa, João Pedro Caetano Teixeira, Erivânia de Sousa Bezerra, Sílvia Roberta Ribeiro de Melo, Glauberto Gonçalves Silva e Kaline Kelly Rodrigues de Sousa.
Interceptações autorizadas e quebras de sigilo telefônico e telemático constam nos autos, segundo a acusação, com registros que teriam ligado o policial a repasses de informações internas e o advogado a intermediações entre o grupo e terceiros. Em um episódio relatado, uma suposta vítima de 2024 diz ter sido cobrada em R$ 9 mil por uma pistola 9mm que não recebeu; a investigação também relata que Paulo Roberto teria cerca de 40 fuzis sob seu controle.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quem são os principais envolvidos na rede que teria fornecido armas ao Comando Vermelho no Ceará?
O esquema investigado pelo Ministério Público do Ceará envolve dez pessoas, entre elas o comerciante Paulo Roberto Ribeiro de Melo, apontado como líder, o policial civil João Paulo de Carvalho Barbosa e o advogado Miguel Fernandes Pessoa Neto. A denúncia apresentada em setembro individualiza funções e acusações que vão de comércio ilegal de armas a lavagem de dinheiro.
Qual o papel atribuído a Paulo Roberto na denúncia do Ministério Público do Ceará?
Paulo Roberto Ribeiro de Melo é descrito na peça acusatória como o líder e o "braço financeiro do Comando Vermelho", responsável por negociar armas e movimentar recursos. A investigação cita práticas como uso de empresas de fachada, mineração de criptomoedas e agiotagem, além da existência de cerca de 40 fuzis vinculados ao grupo.
Por que a prisão de João Paulo de Carvalho Barbosa foi decretada pela Justiça?
João Paulo de Carvalho Barbosa teve a prisão decretada após pedido do Ministério Público do Ceará, que aponta indícios de que o policial auxiliava a organização ao repassar informações internas e receber valores por essas ações. A notificação para esclarecimentos constou nos autos, mas, segundo a acusação, ele não compareceu à delegacia.
Gloria Maria