Deltan Dallagnol — o julgamento que decidirá se o ex-procurador assume a vaga no Senado foi adiado pelo Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (8), deixando em aberto o futuro da cadeira que deverá ser ocupada em 2027. A indefinição cria risco concreto de anulação dos votos e de uma eleição complementar no Paraná.
O que mudou com o adiamento e os passos processuais
O adiamento interrompeu uma sequência de decisões que se desenrolou ao longo do último fim de semana: no sábado (3), o relator do caso, Floriano de Azevedo Marques, suspendeu a candidatura, citando entendimento anterior do Tribunal sobre a ineligibilidade de 2023.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →No domingo (4), o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, derrubou a suspensão monocrática, devolvendo a matéria ao plenário para uma decisão colegiada. Com o adiamento desta quinta-feira, não há nova data definida para a votação que decidirá a validade do registro.
O relator Floriano de Azevedo Marques suspendeu a candidatura alegando que o TSE havia decidido pela ineligibilidade de Deltan Dallagnol em 2023.
Impactos práticos: posse, votos e precedentes legais
Se o TSE confirmar a ineligibilidade já firmada em 2023, os votos recebidos por Deltan Dallagnol, que obteve 25% dos votos na eleição para o Senado, serão anulados, o que provocará uma eleição complementar no Paraná para preencher a vaga.
O caso remete à Lei da Ficha Limpa (Lei nº 135/2010): em 2023 o Tribunal entendeu que Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público Federal para evitar processos administrativos disciplinares que poderiam torná-lo inelegível. Em 2022, ele havia sido eleito para a Câmara dos Deputados, mas teve o mandato cassado pelo TSE.
Em 2026, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) chegou a deferir o registro de candidatura, decisão que foi bloqueada pelo relator no âmbito do TSE. A Corte agora precisa decidir se mantém ou revê os entendimentos anteriores e se autoriza a posse em 2027.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que o adiamento do TSE significa para a posse de Deltan Dallagnol no Senado?
Deltan Dallagnol corre o risco de não assumir a vaga: o adiamento postergou a decisão que definirá sua elegibilidade e a posse prevista para 2027. Se a Corte mantiver a ineligibilidade reconhecida em 2023, os 25% dos votos por ele recebidos poderão ser anulados e haverá eleição complementar no Paraná.
Por que a candidatura de Deltan Dallagnol foi suspensa pelo relator Floriano de Azevedo Marques?
Deltan Dallagnol teve a candidatura suspensa porque, em 2023, o TSE entendeu que ele pediu exoneração do Ministério Público Federal para escapar de processos disciplinares — prática vedada pela Lei da Ficha Limpa (Lei nº 135/2010). Em 2026 o TRE-PR havia deferido o registro, mas o relator do TSE barrou essa decisão.
Quando o TSE vai retomar o julgamento sobre o registro de candidatura de Deltan Dallagnol?
Deltan Dallagnol ainda não tem data para que o Tribunal Superior Eleitoral volte a julgar seu registro: a votação que decidirá sobre sua elegibilidade e eventual posse em 2027 permanece sem data definida. A controvérsia incluiu decisões monocráticas no sábado (3) e reversão pelo presidente no domingo (4).
Vinicius Balbino