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Desiree Dantas: líder religiosa condenada; dupla soma mais de 40 anos de prisão

Resumo

Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva foram condenados pela Justiça do Ceará por matar um homem e utilizar o crânio da vítima em rituais de magia em Iguatu. O crime ocorreu após a vítima, Francisco de Assis de Lima (conhecido como Vilmar), sair para caminhar em 1º de dezembro de 2017. As penas somadas ultrapassam 40 anos de prisão e incluem homicídio, ocultação e vilipêndio de cadáver.

Desiree Dantas: líder religiosa condenada; dupla soma mais de 40 anos de prisão
Foto: Divulgação
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Desiree Dantas — a sentença contra a líder religiosa altera o desfecho de um caso que expôs práticas e execuções na zona rural de Iguatu. A decisão judicial trouxe penas longas que, somadas às do comparsa, ultrapassam quatro décadas de reclusão e reforçam o caráter grave dos crimes julgados.

Condenações, penas e qualificadoras

A Justiça reconheceu que o homicídio teve motivo torpe e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, o que agravou as penas. Desiree Dantas recebeu 17 anos e 11 meses de reclusão; Roberto Alves da Silva foi condenado a 25 anos, 11 meses e 15 dias.

Além do homicídio, os condenados foram reconhecidos culpados por ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores, crimes que compõem a base das acusações trazidas pelo Ministério Público.

Durante o julgamento, o Tribunal do Júri entendeu que o corpo foi escondido em área de mata e que o crânio da vítima chegou a ser utilizado em rituais.

Como os crimes vieram à tona e contexto do caso

As investigações começaram ao apurar a morte do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier, de 24 anos, em maio de 2018. Câmeras de segurança registraram Jheyderson saindo acompanhado do líder religioso conhecido como Desiree, o que orientou as diligências policiais.

Buscas no sítio usado para práticas religiosas resultaram na descoberta de Jheyderson enterrado em uma cova rasa com um tiro na nuca; em seguida, outros três corpos foram localizados no mesmo local, compondo o grupo conhecido como "Crimes do Sítio Canto". Um adolescente suspeito de envolvimento tirou a própria vida dias após a localização dos corpos.

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Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Quais foram as penas aplicadas a Desiree Dantas e a Roberto Alves no caso em Iguatu?

Desiree Dantas foi condenada a 17 anos e 11 meses de reclusão, enquanto Roberto Alves da Silva recebeu 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão. As sentenças somam mais de 40 anos e incluem condenações por homicídio, ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores.

Quem foi a vítima cujo crânio teria sido usado em rituais e quando o crime ocorreu?

Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, foi morto na noite de 1º de dezembro de 2017, segundo a denúncia. O corpo foi escondido em área de mata e, conforme a investigação, o crânio teria sido utilizado em rituais praticados no sítio ligado aos acusados em Iguatu, no interior do Ceará.

Como as investigações ligaram os assassinatos ao sítio onde Desiree realizava práticas religiosas?

As investigações se intensificaram após a morte do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier, de 24 anos, em maio de 2018; imagens de segurança mostraram o estudante saindo com o líder religioso. A polícia então localizou Jheyderson enterrado em uma cova rasa e, durante buscas no sítio, encontrou outros três corpos relacionados aos chamados "Crimes do Sítio Canto".

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista de esporte | Formado em Direito e apaixonado por futebol, Marcos Antonio assina as colunas de esporte do Jornal Liberdade. Traz um olhar analítico e técnico sobre os jogos e os bastidores.

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