Larissa Peixoto Gomes — a cientista política e pesquisadora na Universidade de Edinburgh propõe uma mudança de tom na campanha do campo progressista: reduzir confrontos diretos e apostar em conversas pessoais para converter abstenções, nulos e eleitores que se omitiram no primeiro turno. O argumento tem impacto direto na meta de ampliar votos numa disputa apertada e segmentada por perfis distintos.
Por que conversar pode virar votos
A tese central de Larissa Peixoto Gomes é que a interlocução pessoal vence ataques. Em vez de confrontar com hostilidade, a campanha deve usar analogias simples para diferenciar propostas e reduzir a resistência de quem diz “não gostar de nenhum dos dois”.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O foco prático é claro: atingir eleitores que se abstiveram, quem votou nulo e grupos que ficaram fora do engajamento na eleição — públicos citados por Gomes como decisivos para reverter a margem no segundo turno.
“Conversar é essencial, falar com alguém que você conhece: ‘Ah, eu não gosto de nenhum dos dois’. Ok, você não gosta de nenhum dos dois, mas um quer te dar um soco na cara e o outro quer te dar um aperto de mão. Você não gosta que encostem em você, mas você prefere um soco na cara ou um aperto de mão. Eu já vi várias dessas analogias sendo feitas e eu acho que é trabalhar no que você pode falar e quem é o público.”
Riscos constitucionais e o público-alvo da persuasão
A cientista política também destacou a menção à proposta de mudança da Constituição associada a Flávio Bolsonaro e os possíveis efeitos dessa agenda para direitos já consolidados. Gomes observa que parcela da base pode não compreender a extensão das alterações propostas e suas consequências sobre serviços como transporte, educação e o SUS.
Nesse ponto, ela recomenda priorizar o diálogo com aqueles que não compareceram no primeiro turno e com eleitores próximos a perfis como os de Augusto Cury e Renan Santos, além de ampliar a explicação sobre garantias previstas na Constituição de 1988, citada por Gomes como referência de proteção a políticas públicas.
O que você acha? Você acredita que a conversa pode convencer indecisos e abstenções no segundo turno? Para acompanhar mais análises eleitorais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Como Larissa Peixoto Gomes recomenda abordar eleitores no segundo turno?
Larissa Peixoto Gomes recomenda priorizar a conversa direta em vez de ataques — usar argumentos simples e analogias para diferenciar propostas. Ela indica mirar especialmente nas abstenções, votos nulos e eleitores que não se engajaram no primeiro turno, citando públicos ligados a nomes como Augusto Cury e Renan Santos como prioritários.
O que Larissa Peixoto Gomes alertou sobre a proposta de mudar a Constituição mencionada por Flávio Bolsonaro?
A cientista política Larissa Peixoto Gomes alertou que a proposta de alteração constitucional mencionada por Flávio Bolsonaro pode pôr em risco cláusulas e direitos da Constituição de 1988. Ela citou exemplos concretos como transporte, educação, SUS e programas como a farmácia popular para explicar o potencial impacto prático dessas mudanças.
Onde e quando foi publicada a entrevista com Larissa Peixoto Gomes sobre estratégia de segundo turno?
Larissa Peixoto Gomes concedeu a entrevista ao programa Conexão BdF, cuja primeira edição vai ao ar em dois horários de segunda a sexta-feira: às 12h e às 17h. O programa é transmitido pela Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo canal do programa no YouTube.
Samuel Vitor