Lilia Cabral — a atriz revisitou feridas antigas ao contar como a escolha pela carreira provocou um afastamento prolongado dos pais e marcou sua vida pessoal e profissional. A narrativa expõe consequências emocionais que atravessaram décadas, do luto materno à necessidade de terapia, e mostra como cenas dramatúrgicas acabaram funcionando como catalisadores de entendimento sobre o passado.
Romper com a família para seguir a carreira
Lilia Cabral descreve uma casa marcada por regras rígidas e pela resistência à sua vontade de ser atriz, especialmente por parte do pai. A decisão de sair de São Paulo e ir morar no Rio em 1984 foi tomada sem apoio familiar e precisou ser construída na base da autonomia.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O afastamento se estendeu por anos e chegou ao ponto de a atriz, em alguns retornos a São Paulo, ser impedida de entrar na casa dos pais. O reencontro definitivo só ocorreu quando a mãe adoeceu, mas o perdão paterno nunca foi pleno, segundo a própria atriz.
Essa vivência teve impacto direto nas escolhas profissionais de Lilia e no seu processo de autoconhecimento.
"Dentro da minha casa havia uma repressão forte. Eu não podia nada. Se fosse na festinha, precisava voltar cedo... Meus pais não aceitavam eu querer ser atriz, principalmente meu pai. Mudei-me para o Rio sozinha em 1984, sem família, sem apoio, e precisei 'me fazer' em todos os sentidos."
Perdas, análise e novos sentidos na vida pessoal
A perda da mãe, quando Lilia tinha 29 anos, deixou uma sensação de desenraizamento que a acompanhou por muito tempo. A trajetória incluiu terapia intensa até aceitar que a rejeição era um problema do outro e não sua culpa.
Um episódio profissional ajudou na elaboração emocional: a sequência em que sua personagem Marta expulsa a filha, em Páginas da Vida, foi exibida em 25 de julho e trouxe à tona questões ligadas ao passado, auxiliando na resolução de sentimentos latentes. A atriz também falou sobre a maternidade — aos 39 anos nasceu Giulia Bertolli — e sobre o casamento de mais de 30 anos com o economista Iwan Figueiredo, temas que redesenharam suas prioridades.
Esses elementos mostram como carreira, perdas e terapia se entrelaçaram na reconstrução de uma vida marcada pela independência e pela resistência.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que Lilia Cabral rompeu com os pais ao se mudar para o Rio em 1984?
Lilia Cabral decidiu se mudar para o Rio em 1984 para investir na carreira de atriz e enfrentou rejeição familiar, sobretudo do pai. A escolha ocorreu sem apoio dos pais e gerou um distanciamento que só teve mudança de cenário quando a mãe adoeceu, alterando a dinâmica familiar por necessidade prática.
Quando Lilia Cabral voltou a conviver com a família e como foi essa reconciliação?
Lilia Cabral só voltou definitivamente para a casa da família quando a mãe ficou doente; entretanto, o retorno não significou um perdão pleno por parte do pai. O afastamento e o reencontro foram marcados por ressentimentos antigos que permaneceram mesmo após o cuidado pela mãe.
De que forma a maternidade e a terapia influenciaram a vida de Lilia Cabral?
Lilia Cabral tornou-se mãe de Giulia Bertolli aos 39 anos e aponta que a maternidade mudou sua perspectiva, levando-a a ouvir e respeitar mais. A atriz também relata ter passado por muita análise até entender que a rejeição vinha da família e não era culpa sua, processo-chave para sua estabilidade emocional.
Vinicius Balbino