Operação Coaptação — a investigação federal mira um suposto esquema que teria usado mais de 80 empresas de fachada para movimentar recursos públicos destinados à saúde, com indícios de saques em dinheiro vivo e uma estrutura física de armazenamento de cédulas instalada na sede de uma cooperativa de profissionais da saúde.
Como o esquema teria funcionado
O inquérito apura que empresas fictícias eram usadas para emitir notas fiscais e contratos por serviços como consultoria, assessoria, locação de veículos, fornecimento de equipamentos médicos, reformas e manutenção — atividades que, segundo os investigadores, possivelmente não foram efetivamente prestadas.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Em paralelo, há indícios de que valores recebidos foram sacados em espécie e redistribuídos a outros envolvidos. A estrutura localizada na cooperativa dispunha de equipamentos para contagem de cédulas, o que sustenta a suspeita de administração de grandes quantias em dinheiro.
A cooperativa investigada recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos públicos federais entre 2007 e 2025.
Mandados, apreensões e alvos da operação
A Operação Coaptação foi deflagrada na quinta-feira (8) e cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão em cidades do Ceará — Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá — e em Campina Grande, na Paraíba.
A Justiça Federal também determinou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos relacionados aos investigados, e o afastamento cautelar de cinco gestores que ocupavam funções gerenciais, financeiras ou de representação. A apuração envolve possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude documental.
Entre os procedimentos que impulsionaram a investigação está a apreensão, em setembro de 2024, de R$ 437,9 mil em espécie com um contador abordado por policiais. A análise de dispositivos eletrônicos, conversas e registros financeiros também contribuiu para a identificação de movimentações suspeitas, inclusive transferências e saques concentrados entre junho e setembro de 2024.
Quatro empresas suspeitas, especificamente, teriam movimentado aproximadamente R$ 20 milhões entre junho e setembro de 2024, segundo os dados levantados pelos investigadores. Esses valores estão sendo rastreados para verificar se parte do recurso público foi desviada por meio de contratos superfaturados ou notas fiscais frias.
Foto: Divulgação
O alcance do caso — envolvendo uma cooperativa que recebeu mais de R$ 1 bilhão em recursos federais entre 2007 e 2025 — mobiliza medidas cautelares e patrimoniais para preservar eventuais valores a serem ressarcidos aos cofres públicos.
O que você acha? Você considera que as medidas adotadas até agora são suficientes para coibir esquemas desse tipo? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Coaptação e onde a ação foi deflagrada?
Operação Coaptação é a ação da Polícia Federal que investiga suposto desvio de recursos públicos da saúde. A operação cumpriu cinco prisões preventivas e 24 mandados de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia, Eusébio e Tauá, no Ceará, e em Campina Grande, na Paraíba, conforme as determinações judiciais.
Quais valores e evidências a investigação já identificou na Operação Coaptação?
A Operação Coaptação identificou que quatro empresas suspeitas movimentaram cerca de R$ 20 milhões entre junho e setembro de 2024 e que R$ 437,9 mil foram apreendidos com um contador em setembro de 2024. Investigações apontam também para saques em espécie e uma estrutura para contagem de cédulas na sede da cooperativa.
Que medidas patrimoniais e administrativas foram tomadas na Operação Coaptação?
Na Operação Coaptação, a Justiça determinou o sequestro de 38 imóveis e 82 veículos ligados aos investigados e o afastamento cautelar de cinco gestores de cargos gerenciais. A investigação apura possíveis crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude documental.
Dimitri Lares