Operação Elo Oculto — a ação que mira uma suposta rede de comunicação entre um líder de organização criminosa custodiado e pessoas em liberdade resultou na prisão de dois advogados na sexta-feira (9), segundo a apuração feita pelos órgãos responsáveis. A escolha do alvo evidencia o foco em frear canais que manteriam articulações externas mesmo com a liderança presa.
Alvos e alcance da ação
O trabalho foi conduzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), com apoio da Polícia Civil do Ceará (PCCE) e da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização (SAP). Ao todo, foram cumpridos oito mandados judiciais: quatro de prisão e quatro de busca e apreensão.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além dos dois advogados detidos, os mandados também visaram um detento e outra pessoa apontada como responsável pelo repasse de comunicados. Até o momento, os nomes dos profissionais presos não foram divulgados pelas autoridades.
Foram executados oito mandados judiciais — quatro de prisão e quatro de busca e apreensão — em Fortaleza, Caucaia, Itaitinga e São Gonçalo do Amarante.
Como a investigação descreve a rede e próximos passos
A investigação apura que existia uma estrutura capaz de transmitir mensagens, orientações e informações entre o ambiente prisional e integrantes em liberdade, com suspeita de que advogados atuavam como intermediários nesse fluxo. O material apreendido durante as buscas deverá ajudar a detalhar a participação de cada investigado.
O objetivo declarado da operação é interromper o mecanismo que possibilitava a manutenção de contatos e articulações do grupo mesmo com o chefe preso, evitando o uso do sistema penitenciário para organizar ou coordenar atividades criminosas. As diligências continuam para identificar eventuais outros envolvidos e consolidar provas.
O que você acha? Você acha que a ação conseguirá interromper a rede de comunicação do grupo? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria de Segurança.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quem foram os alvos da Operação Elo Oculto e onde os mandados foram cumpridos?
A Operação Elo Oculto teve como alvos dois advogados, um detento e outra pessoa apontada como repassadora de mensagens; foram cumpridos oito mandados judiciais — quatro de prisão e quatro de busca e apreensão — em Fortaleza, Caucaia, Itaitinga e São Gonçalo do Amarante.
De que forma os advogados são suspeitos de atuar na rede investigada pelo Ministério Público do Ceará?
Na apuração do Ministério Público do Ceará sobre a Operação Elo Oculto, os advogados aparecem como possíveis intermediários que encaminhavam mensagens entre uma liderança custodiada e pessoas em liberdade, facilitando circulação de orientações e informações mesmo com o chefe preso, segundo os elementos levantados nas diligências.
Como a população pode colaborar com as investigações da Operação Elo Oculto?
A Operação Elo Oculto informa que a população pode enviar denúncias ao Disque-Denúncia pelo número 181, pelo WhatsApp (85) 3101-0181 ou pelo serviço de e-denúncias no site do 181, permitindo envio de mensagens, áudios, vídeos e fotos que auxiliem as apurações.
Thiago Nogueira