Paraná — A vitória de três representantes negras e negras nas eleições do último domingo altera a correlação de forças do estado ao renovar cadeiras na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. O resultado não é apenas simbólico: traz números e posições que podem reconfigurar debates sobre direitos e políticas públicas no estado.
Resultados e cadeiras conquistadas
Miss Preta deixa a vereança em Pinhais para assumir uma vaga na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), tornando-se a primeira mulher negra a ocupar essa cadeira. Renato Freitas vai para o Congresso Nacional como o primeiro homem negro eleito pelos paranaenses para a Câmara dos Deputados, enquanto Carol Dartora teve a reeleição e segue como deputada federal.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Os três candidatos somaram mais de 260 mil votos no total: Renato Freitas obteve pouco mais de 115 mil votos, Carol Dartora cerca de 100 mil votos e Miss Preta alcançou aproximadamente 45 mil votos. Esses números consolidam um avanço eleitoral com impacto direto na composição das bancadas.
“Esta vitória não é só minha. É de cada mulher negra que abriu caminhos antes de mim, da classe trabalhadora, dos movimentos populares, de Pinhais e de cada pessoa que acreditou que a política pode ser construída com presença, coragem e compromisso com o povo.”
Contexto eleitoral e efeitos locais
Apesar das vitórias, a presença de candidaturas negras no Paraná ainda é minoritária: das 1.090 candidaturas registradas para deputados estaduais e federais, 225 foram de pessoas pretas ou pardas, representando menos de 30% do total. Em comparação com 2022, houve queda no número de candidatos negros ao Congresso Nacional; a base de apoio segue concentrada em maior densidade na disputa estadual.
Dados demográficos mostram que mais de 34% da população paranaense se declara preta ou parda — cerca de 3,9 milhões de pessoas entre 11,4 milhões de habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE — o que coloca em evidência a distância entre composição social e representatividade parlamentar.
Nas câmaras municipais, as mudanças também avançam: com a eleição de Ângelo Vanhoni para deputado estadual, Andréia de Lima assume em Curitiba, e a vaga de Miss Preta em Pinhais ficará com Ivone dos Santos Carvalho a partir de 2027. Em Curitiba, a bancada do PT ficará inteiramente composta por pessoas pretas, ao lado de Giorgia Prates, Matteus Henrique e Vanda de Assis.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que a eleição de Miss Preta, Carol Dartora e Renato Freitas representa para a representatividade no Paraná?
No Paraná, a eleição de Miss Preta, Carol Dartora e Renato Freitas amplia a presença negra nos parlamentos estadual e federal e marca avanços simbólicos e práticos. Juntos, os três somaram mais de 260 mil votos, com impacto na articulação de políticas voltadas à igualdade racial e ao fortalecimento das bancadas progressistas.
Quantos votos cada um dos parlamentares eleitos recebeu no Paraná nas eleições do último domingo (4)?
No Paraná, Renato Freitas recebeu pouco mais de 115 mil votos, Carol Dartora obteve cerca de 100 mil votos e Miss Preta alcançou aproximadamente 45 mil votos. A soma dos três ultrapassa 260 mil votos, confirmando força regional e viabilidade eleitoral para projetos políticos ligados a movimentos populares.
Como os resultados no Paraná se relacionam com a proporção de candidaturas negras registradas no estado?
No Paraná, das 1.090 candidaturas para deputados estaduais e federais registradas em 2026, 225 foram de pessoas pretas ou pardas, ou seja, menos de 30% do total. Em comparação, o pleito anterior registrou 348 candidaturas negras aptas, o que evidencia oscilações na mobilização e na ocupação de vagas eleitorais.
Leticia Rodrigues