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Academias de Fortaleza: 14 autuadas por falta de desfibriladores

Resumo

Entre os dias 14 e 16 deste mês, 14 academias localizadas em Fortaleza foram autuadas pelo Decon por irregularidades que afetam a segurança dos frequentadores, como ausência de desfibriladores e falta de profissionais capacitados. As fiscalizações também apontaram contratos abusivos, falhas sanitárias, ausência de documentos essenciais e descumprimento da Lei Municipal nº 11.695 de 2026; as empresas têm 20 dias para apresentar defesa.

Academias de Fortaleza: 14 autuadas por falta de desfibriladores
Foto: Divulgação
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Academias de Fortaleza — a fiscalização encontrou uma combinação de falhas que colocam em risco a segurança e os direitos dos usuários, segundo o órgão responsável. Entre 14 e 16 deste mês, 14 estabelecimentos foram autuados por irregularidades que vão da ausência de equipamentos de emergência a práticas contratuais consideradas abusivas.

Ausência de equipamentos e falhas de segurança

As inspeções indicaram que várias unidades não dispunham de aparelhos desfibriladores externos automáticos (DEA) nem de profissionais capacitados para o seu uso, fundamentais em casos de parada cardiorrespiratória. A falta desses itens foi apontada como uma das irregularidades mais graves durante as vistorias.

Além disso, foi constatada a não aplicação do Questionário de Prontidão para Atividade Física (PAR-Q) no momento da matrícula, documento que identifica a necessidade de avaliação médica antes do início ou aumento de atividades físicas.

“A equipe verificou a inexistência de políticas internas para atender à legislação, a ausência de canais acessíveis para denúncias e de cartazes informativos sobre os direitos das usuárias”.

Contratos, documentos e acessibilidade em falta

As autuações também abrangeram práticas contratuais consideradas abusivas, como cobrança de taxas de matrícula, manutenção ou anuidade e previsão de multas excessivas por rescisão; foram detectadas cláusulas que tentam afastar a responsabilidade das empresas por perdas ou extravios de pertences.

Os fiscais exigiram documentos indispensáveis para o funcionamento regular: alvarás válidos, certificados de conformidade do Corpo de Bombeiros, o Livro de Reclamações e um exemplar do Código de Defesa do Consumidor acessível ao público. Também foram registradas irregularidades sanitárias, falta de controle da qualidade da água e falhas de acessibilidade para pessoas com deficiência.

O que você acha? Você considera suficiente a atuação fiscal para melhorar a segurança nas academias? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Quais irregularidades as academias de Fortaleza apresentaram durante as fiscalizações?

As academias de Fortaleza foram autuadas por ausência de desfibriladores externos automáticos (DEA) e de profissionais capacitados para seu uso, não preenchimento do PAR-Q nas matrículas, práticas contratuais abusivas, falta de alvarás e certificados do Corpo de Bombeiros, além de falhas sanitárias e de acessibilidade.

Em que ponto as academias de Fortaleza descumpriram a Lei Municipal nº 11.695 de 2026?

A Lei Municipal nº 11.695 de 2026 exige políticas internas de prevenção e combate ao assédio e violência contra mulheres; as academias de Fortaleza foram apontadas por não possuir essas políticas, ausência de canais acessíveis para denúncias e falta de material informativo sobre os direitos das usuárias.

Qual o prazo para as academias de Fortaleza apresentarem defesa após as autuações do Decon?

As academias de Fortaleza autuadas têm 20 dias corridos, a partir da notificação, para apresentar defesa ao órgão responsável; o processo foi aberto pelo Decon, que integra o Ministério Público do Ceará, conforme comunicado sobre as vistorias realizadas entre os dias 14 e 16.

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POR Vinicius Balbino
Vinicius Balbino

Editor-chefe | Vinicius Balbino responde pela linha editorial do Jornal Liberdade. Coordena a curadoria, a revisão e a publicação das matérias, cuidando para que cada texto chegue ao leitor com qualidade e coerência.

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