Automedicação — o crescente hábito de seguir indicações de influenciadores e respostas de ferramentas de IA está transformando sugestões em receitas improvisadas, com potencial de danos reais à saúde. O alerta parte do farmacêutico Paulo Arrais, que destaca consequências que vão de interações perigosas a intoxicações e complicações renais quando o uso não é monitorado por profissionais.
Influenciadores e IA ampliam a automedicação
A divulgação de vitaminas, suplementos e medicamentos nas redes sociais pode levar seguidores a usá-los sem saber se realmente precisam ou se existem contraindicações. Criadores de conteúdo não têm acesso ao histórico clínico, estilo de vida ou comorbidades de quem os acompanha.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Com isso, um produto útil para uma pessoa pode ser inadequado para outra — o risco se agrava quando recomendações são combinadas com autodiagnóstico feito por buscadores ou por ferramentas de inteligência artificial.
“É um risco muito grande. Eu sempre digo e repito, é muito importante acessar o médico para que ele possa fazer uma avaliação antes de você usar até mesmo uma coisa que essa influência ou a influência esteja indicando.”
Riscos concretos e orientação profissional
A automedicação envolve não só a escolha do remédio, mas dose, tempo de uso, apresentação e via de administração — fatores que alteram efeitos e segurança. O uso prolongado e excessivo de analgésicos e anti-inflamatórios, por exemplo, pode provocar problemas renais e efeito rebote em dores de cabeça.
Interações medicamentosas são outro perigo: incluir um novo remédio sem avaliar a terapia em curso pode desencadear reações adversas. A recomendação é sempre procurar avaliação médica e orientação farmacêutica antes de iniciar qualquer substância, mesmo as vendidas sem receita.
O que você acha? Você já seguiu uma recomendação de influenciador sobre remédios ou suplementos? Para acompanhar mais sobre saúde, ciência e tecnologia, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Como a automedicação por influenciadores e por IA tem se espalhado entre seguidores?
A automedicação tem se espalhado porque a automedicação aparece frequentemente após recomendações em redes sociais e respostas de ferramentas de IA, que não realizam exame físico. Vídeos e publicações promovem vitaminas, suplementos e medicamentos sem avaliar contraindicações, levando pessoas a usar substâncias sem indicação médica.
Quais são os principais riscos da automedicação apontados por Paulo Arrais?
Paulo Arrais alerta que a automedicação pode causar intoxicações, interações medicamentosas e efeito rebote, especialmente com analgésicos e anti-inflamatórios. O uso inadequado também pode mascarar doenças, provocar reações na pele ou problemas gastrointestinais e prejudicar rins quando o consumo é prolongado.
Onde buscar orientação e informação confiável sobre medicamentos no Ceará?
O Grupo de Prevenção ao Uso Indevido de Medicamentos, vinculado à Universidade Federal do Ceará, é referência, criado em 1990 para orientar a população. O grupo mantém um Centro de Informação sobre Medicamentos com serviço que pode ser contatado pelo telefone (85) 3366-8293 para esclarecer dúvidas sobre uso correto e riscos.
Samuel Vitor