Cássio de Melo Sales — a apuração da Polícia Federal o liga a um núcleo que, segundo o relatório, teria usado empresas fictícias e testas-de-ferro para operacionalizar desvios na COAPH e em entidades semelhantes, com movimentações bancárias e saques em espécie que chamam atenção pela frequência e pelos valores.
Operações financeiras, saques e notas fiscais
Em registros destacados, consta um saque de R$ 649.999,00 atribuído a movimentações ligadas ao contador César Agamenon, além de outra retirada de R$ 800 mil em data subsequente; o padrão de entradas múltiplas e saques imediatos é classificado como indício de lavagem de dinheiro nas fases de colocação e dispersão.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Extratos bancários mostraram créditos da ML Farma, da IGMC e da COAPH no mesmo dia, seguidos por saques em espécie que totalizaram até R$ 800 mil.
Patrimônio, rede de operadores e extensão do esquema
O relatório associa a operação a um complexo de pessoas e empresas: além de Cássio e do contador César Agamenon, aparece o nome de David Manciny Furtado de Galiza como provedor de empresas e documentos, e há menções a repasses vinculados a emendas parlamentares.
Documentos e diálogos indicam pagamentos a integrantes do núcleo familiar de Cássio, com exemplos como solicitação de quitação de parcela de imóvel em nome de Nazaré de Melo Sales, mãe do empresário, e posterior emissão de nota pela ML Farma. Foram identificados seis veículos em nome de Cássio e familiares, incluindo um Porsche Cayman S 3.4 avaliado em R$ 321.494,00.
O relatório também relaciona operações semelhantes no Instituto de Gerenciamento Médico (IGM) e traz números mais amplos: em cerca de 100 dias, o contador César teria operacionalizado mais de R$ 20 milhões; há referências a uma “parada” de R$ 165 milhões e à informação de que Rubens Neto teria desviado mais de R$ 30 milhões usando nove pessoas jurídicas.
Em termos patrimoniais, consta apenas um imóvel registrado em nome de Cássio, alvo de indisponibilidade decretada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região em 22 de agosto de 2023, fato que, para os investigadores, pode indicar ocultação de bens por meio de terceiros. A apuração incluiu ainda uma declaração de faturamento da COAPH entre janeiro e julho de 2024 de R$ 254.849.591,74.
A Polícia Federal ressalva que as inferências se baseiam em conversas, comprovantes, notas fiscais e metadados analisados até o momento, e que essas conclusões permanecem sujeitas a validação por novas diligências, sem que a menção a nomes importe qualificação prévia como investigados.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Qual é o papel atribuído a Cássio de Melo Sales na investigação sobre a COAPH?
Cássio de Melo Sales é apontado como um dos operadores financeiros que teria mantido estrutura de empresas fictícias e indicado terceiros para receber valores, segundo o relatório da Polícia Federal; o documento registra saques em espécie como R$ 649.999,00 e R$ 800 mil e cita uso de testas-de-ferro.
Que provas a investigação da Polícia Federal reúne sobre os supostos desvios ligados à COAPH?
A investigação da Polícia Federal reúne conversas de WhatsApp, extratos bancários, notas fiscais e metadados, além de comprovantes que mostram entradas de empresas como ML Farma, IGMC e Labmed; o relatório também traz o faturamento da COAPH entre janeiro e julho de 2024 de R$ 254.849.591,74.
Quais valores o relatório associa às operações envolvendo Cássio, César e outros operadores?
O relatório menciona que o contador César Agamenon teria operacionalizado mais de R$ 20 milhões em cerca de 100 dias; há ainda referência a uma “parada” de R$ 165 milhões e à alegação de desvios superiores a R$ 30 milhões atribuída a Rubens Neto via nove pessoas jurídicas.
Marcos Antonio