Ceará — a escolha para o piloto do primeiro laboratório de inteligência penal do Brasil implica a entrega de equipamentos e um reforço operacional que, segundo autoridades, deve elevar o padrão em unidades prisionais do Estado. O programa prevê ações diretas para cortar comunicações ilícitas e identificar riscos estruturais dentro dos presídios.
Equipamentos, alcance e como vão operar
O pacote federal inclui drones com sensores térmicos, scanners, georadares e kits de varredura eletrônica. Os drones têm capacidade de voo até 1,5 quilômetro de altura e leitura de placas, ampliando a vigilância aérea sobre áreas do entorno prisional.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Os georadares serão usados para detectar túneis escavados por detentos, enquanto os aparelhos de varredura apontam sinais de dispositivos eletrônicos e redes Wi‑Fi dentro das unidades, permitindo o bloqueio de comunicações irregulares.
"O sistema penitenciário não pode funcionar como escritório do crime", disse André Garcia, secretário nacional de Políticas Penais, ao justificar o investimento e o reforço da inteligência penal.
Marco legal, abrangência do programa e logística
O investimento federal de R$ 23 milhões até o fim do ano é amparado pela Lei Antifacção e integra um programa que, conforme divulgado, pretende elevar o padrão de segurança em 138 presídios no País, com início de implantação no Ceará em ao menos 9 unidades.
O anúncio foi feito na sede da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP‑CE), em Fortaleza, com a presença do titular da SAP, Mauro Albuquerque, e da vice‑governadora Jade Romero. Autoridades destacaram que os equipamentos têm papel central para impedir que ordens saiam dos presídios por celulares e outros meios.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quais presídios do Ceará vão receber os equipamentos e quantas unidades serão contempladas?
O Ceará terá pelo menos 9 presídios com padrão de "segurança máxima" contemplados pelo piloto; as unidades específicas não foram detalhadas por razões estratégicas. O programa integra um escopo federal que visa, a longo prazo, elevar o padrão em até 138 presídios no País, conforme apresentado pelas autoridades.
Quanto o Ceará receberá e em que prazo será entregue o investimento federal?
O Ceará receberá R$ 23 milhões do governo federal para o laboratório de inteligência penal, com previsão de entrega dos equipamentos até o fim do ano. O repasse é amparado pela Lei Antifacção e destina‑se à compra de drones, scanners, georadares e kits de varredura para fortalecer a inteligência penal.
Que tecnologias estarão em operação nos presídios do Ceará e que ameaças elas miram?
O Ceará contará com drones com sensores térmicos capazes de sobrevoo noturno e leitura de placas até 1,5 km de altura, além de georadares para detectar túneis e aparelhos de varredura eletrônica para identificar e bloquear sinais de Wi‑Fi e dispositivos. O foco é cortar comunicações e detectar materiais proibidos.
Rafael Menezes