Coaph — a investigação federal sobre contratos e movimentações financeiras da cooperativa ganhou força após a apreensão de cédulas com um contador, revelando suposta estrutura para retirar e ocultar recursos públicos destinados à saúde no Ceará.
Como o esquema foi detectado e quais evidências apareceram
A apuração teve início em setembro de 2024, quando a Polícia Federal abordou o contador César Agamenon após um saque de R$ 345 mil em Fortaleza. Em seguida, foram apreendidos R$ 437.912 em espécie, além de dois celulares e um notebook que embasaram a investigação digital.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O material apreendido apontou operações financeiras atreladas a dezenas de empresas que, segundo a apuração, emitiram notas por serviços possivelmente não prestados, e a PF passou a mapear a rede de transferências e saques em espécie.
Em 25 de setembro de 2024, a abordagem ao contador revelou saques de R$ 345 mil e indicou a existência de operações sucessivas de retirada e ocultação de recursos ligados à Coaph.
Dimensão financeira, bens e medidas judiciais
Os documentos investigativos indicam que mais de 80 empresas de fachada foram identificadas e que quatro delas movimentaram cerca de R$ 20 milhões em cerca de 100 dias. A apuração também localizou uma “sala do dinheiro” usada para organizar grandes quantias em espécie.
Parte dos recursos envolvidos teria sido usada na compra de carros de luxo e imóveis: foram relacionados 88 veículos avaliados em aproximadamente R$ 16,8 milhões. A Controladoria-Geral da União anexou ao processo dados de que a Coaph recebeu cerca de R$ 1,8 bilhão em recursos públicos, incluindo cerca de R$ 250 milhões de origem federal.
Medidas judiciais incluíram prisão preventiva de cinco investigados, sequestro de 38 imóveis e bloqueio de 82 veículos ligados ao caso. Entre os presos está o médico José Newton Lacerda Carneiro, apontado como ex-presidente da cooperativa e atual tesoureiro, e houve afastamento cautelar de gestores da entidade.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que a Coaph passou a ser investigada pela Polícia Federal?
A Coaph passou a ser investigada após a apreensão de dinheiro em espécie com um contador em 25 de setembro de 2024, que desencadeou a Operação Coaptação. A investigação identificou mais de 80 empresas de fachada e movimentações suspeitas que teriam justificado transferências de recursos públicos por serviços supostamente não prestados.
Quanto dinheiro e quais bens estão no foco da apuração contra a Coaph?
A investigação envolve indícios sobre cerca de R$ 1,8 bilhão em recursos públicos recebidos pela Coaph ao longo dos anos, com R$ 250 milhões de origem federal. Entre os bens relacionados estão 88 veículos avaliados em aproximadamente R$ 16,8 milhões e 38 imóveis alvo de sequestro judicial.
Quais medidas judiciais foram adotadas na operação que atingiu a Coaph?
Na ação vinculada à Coaph, a Justiça determinou a prisão preventiva de cinco investigados, mandados de busca e apreensão em cidades do Ceará e da Paraíba, o sequestro de 38 imóveis e o bloqueio de 82 veículos, além do afastamento cautelar de gestores com funções administrativas, financeiras ou de representação.
Thiago Nogueira