Geraldo Ferreira da Silva Júnior — a Justiça pronunciou o policial militar para julgamento pelo tribunal do júri no caso que apura a morte do ex-namorado, o designer de sobrancelhas Luís Bezerra de Oliveira. A decisão mantém a denúncia e deixa em suspenso a data do júri, enquanto provas periciais e imagens de segurança continuam a ser analisadas.
Pronúncia mantida e réu responde em liberdade
A sentença de pronúncia rejeitou o pedido de absolvição sumária da defesa, confirmando que o processo seguirá para o tribunal do júri. Não há ainda data marcada para o julgamento popular, conforme os autos.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O juiz João Makson Bastos de Oliveira autorizou que Geraldo responda ao processo em liberdade, destacando que o réu "apresentou-se espontaneamente à autoridade policial e compareceu à audiência de instrução", sem, por ora, elementos que justifiquem prisão preventiva ou medidas cautelares diversas.
"A localização das lesões, especialmente os disparos pelas costas, sugere que alguns tiros podem ter sido realizados após a vítima já estar incapacitada ou caída. Essa circunstância contraria a alegação de que os disparos cessaram assim que a agressão foi neutralizada."
Dinâmica do crime, versão do acusado e a família da vítima
Na madrugada entre 25 e 26 de dezembro de 2024, Luís, de 29 anos, foi morto em episódio registrado no Ceará; imagens de segurança mostram a vítima pulando o muro para entrar no imóvel do policial antes da ocorrência. De acordo com os laudos apresentados nos autos, Luís foi atingido por nove disparos, sendo cinco deles pelas costas.
Geraldo afirmou que agiu em legítima defesa, alegando que foi surpreendido por ameaças com faca e descrevendo a ação como algo "instintivo" que durou cerca de dez segundos. Em contraste, o Ministério Público destaca contradições entre a narrativa do acusado e os laudos cadavéricos, apontando possível excesso na utilização da força.
A família de Luís, que relatou um relacionamento de mais de dois anos entre os dois, descreveu a relação como conturbada. A irmã da vítima, Marciana Oliveira, afirmou buscar justiça e disse não entender por que Luís pulou o muro na noite do crime; segundo familiares, o casal havia discutido fisicamente dias antes e estava separado na época.
Após os fatos, Geraldo iniciou tratamento psicológico e psiquiátrico, além de passar a fazer uso de medicação, conforme consta nos autos. Na esfera administrativa, a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário instaurou procedimento disciplinar que segue em trâmite.
Foto: Divulgação
Em registros de 2025, consta que o policial estava lotado na 1ª Companhia do 10º Batalhão, em Iguatu, onde prestava serviços administrativos e não possuía porte de arma no dia do ocorrido. Esses dados fazem parte das apurações que acompanham a investigação criminal.
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Perguntas Frequentes
Quando será o julgamento pelo tribunal do júri de Geraldo Ferreira da Silva Júnior?
Geraldo Ferreira da Silva Júnior será julgado pelo tribunal do júri, mas ainda não há data marcada para o julgamento. A pronúncia manteve a denúncia e rejeitou pedido de absolvição sumária; o juiz João Makson Bastos de Oliveira autorizou que o réu responda em liberdade após apresentar-se e comparecer à audiência de instrução.
Quais evidências levantadas na investigação questionam a versão de legítima defesa de Geraldo Ferreira da Silva Júnior?
Geraldo Ferreira da Silva Júnior enfrenta laudos que indicam nove disparos — cinco pelas costas — contra a vítima Luís Bezerra de Oliveira, além de imagens de segurança que mostram a vítima pulando o muro do imóvel. O Ministério Público considera que a localização das lesões sugere disparos possivelmente realizados após a incapacitação, o que fragiliza a tese de legítima defesa.
Qual era a situação funcional e disciplinar de Geraldo Ferreira da Silva Júnior no momento do crime?
Geraldo Ferreira da Silva Júnior estava lotado na 1ª Companhia do 10º Batalhão, em Iguatu, e atuava em serviço administrativo sem porte de arma, segundo registros de 2025. A Controladoria Geral de Disciplina instaurou processo disciplinar na esfera administrativa, enquanto o processo criminal segue tramitando e o réu responde em liberdade.
Leticia Rodrigues