Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva — a condenação aplicada na última sexta-feira (9) marca um desfecho judicial para um caso que chocou Iguatu, no Centro‑Sul do Ceará: o júri entendeu que o homicídio teve motivo torpe e uso de artifício que dificultou a defesa da vítima, além de constatar crimes posteriores sobre o cadáver.
Penas e enquadramentos que somam mais de quatro décadas
O Tribunal do Júri reconheceu que o homicídio foi motivado por razão considerada torpe e cometido com recurso que dificultou a defesa, elementos que aumentaram a gravidade da pena. No total, as sentenças ultrapassam 43 anos de reclusão.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Desiree recebeu pena de 17 anos e 11 meses de reclusão; Roberto foi condenado a 25 anos, 11 meses e 15 dias. Ambos também foram responsabilizados por ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores no processo.
“Lá eles colocavam um pano cobrindo a cabeça da vítima, pediam para eles se concentrarem, pensarem no número da Mega‑Sena, aí chegava um por trás e dava um tiro na nuca. As quatro vítimas foram mortas dessa forma”, afirmou o então delegado Marcos Sandro Lira durante as investigações.
Como o caso veio à tona e o contexto dos “Crimes do Sítio Canto”
O episódio que desvendou a série de crimes ocorreu após o desaparecimento de Jheyderson de Oliveira Chavier, universitário de 24 anos, em maio de 2018; imagens de câmeras mostram o jovem acompanhando a líder religiosa antes de sumir, o que levou a buscas no sítio onde ela realizava práticas.
Nas diligências, a polícia encontrou o corpo de Jheyderson enterrado com um tiro na nuca e, em seguida, outras três vítimas foram localizadas. Entre elas está Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, que foi morto na noite de 1º de dezembro de 2017, de acordo com a denúncia do Ministério Público.
As investigações apontaram padrão: as vítimas eram atraídas ao sítio, submetidas a rituais em que eram orientadas a pensar em números da Mega‑Sena e, em seguida, executadas. Um adolescente suspeito de envolvimento com os crimes cometeu suicídio dias depois da descoberta dos corpos.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Quais penas foram aplicadas a Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva no julgamento em Iguatu?
Desiree Dantas e Roberto Alves da Silva receberam penas que, somadas, ultrapassam 43 anos de prisão: Desiree foi condenada a 17 anos e 11 meses, e Roberto a 25 anos, 11 meses e 15 dias. Além do homicídio, o júri os considerou culpados por ocultação de cadáver, vilipêndio e corrupção de menores.
Como os homicídios ligados aos “Crimes do Sítio Canto” eram praticados?
Os “Crimes do Sítio Canto” envolveram rituais nos quais as vítimas eram colocadas com pano na cabeça e orientadas a pensar em números da Mega‑Sena antes de serem mortas com um tiro na nuca, segundo as apurações policiais. O crânio de uma das vítimas chegou a ser usado nas práticas.
Quando as investigações sobre os assassinatos em Iguatu começaram a avançar e o que levou à descoberta dos corpos?
As investigações ganharam impulso em maio de 2018, após o desaparecimento do universitário Jheyderson de Oliveira Chavier; imagens de vídeo e buscas no sítio onde a líder religiosa atuava levaram à localização do corpo de Jheyderson e, subsequentemente, de outras três vítimas, incluindo o caso de 1º de dezembro de 2017.
Leticia Rodrigues