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DF: 64 denúncias de assédio eleitoral e 28 recomendações a empregadores

Resumo

O Distrito Federal contabilizou 64 denúncias de assédio eleitoral desde 16 de agosto, segundo dados do Ministério Público do Trabalho no DF. O total é seis casos a mais que em 2022; foram emitidas 28 recomendações, 4 ações civis, 1 Termo de Ajustamento de Conduta e três liminares favoráveis a trabalhadores, além de 40 recomendações preventivas a empresas de vigilância e limpeza.

DF: 64 denúncias de assédio eleitoral e 28 recomendações a empregadores
Foto: Divulgação
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Distrito Federal — dados do Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal divulgados na segunda-feira (19) mostram que a capital registrou 64 denúncias de assédio eleitoral desde o início da campanha, em 16 de agosto. O aumento em relação a 2022, quando foram somados 58 casos, sinaliza maior vigilância sobre práticas que pressionam trabalhadores a apoiar candidaturas.

Formas de pressão e relatos mais comuns

As reclamações chegam sob formatos repetidos: convocações para atos de campanha durante o expediente, em horários de descanso ou em dias de folga; exigências para divulgar candidaturas nas redes sociais; e ameaças de demissão ou perda de função como retaliação por escolhas políticas.

O impacto prático sobre o trabalhador inclui constrangimento no ambiente de trabalho e risco de perda de renda ou posição, em especial quando existe desigualdade de poder entre empregador e empregado.

“O empregador não pode dificultar o comparecimento às urnas, descontar salário ou exigir compensação do tempo necessário à votação. Também não pode usar escalas, transferências, contratações, demissões, funções de confiança ou vantagens para premiar apoiadores ou punir quem se recuse a aderir a uma candidatura”, afirma o MPT em nota.

Medidas administrativas e decisões judiciais

Além das estatísticas, o MPT-DF registrou 28 recomendações a empregadores, quatro ações civis públicas e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) direcionados a empresas denunciadas por práticas de assédio eleitoral. Três ações receberam liminares favoráveis aos trabalhadores, com ordens para cessar as condutas apontadas.

Foram enviadas ainda 40 recomendações preventivas específicas a empresas de vigilância, asseio e conservação que atuam no DF, orientando-as a não solicitar dados do título de eleitor em processos seletivos e a excluir essas informações de bases cadastrais.

Em um caso exemplar, a Justiça do Trabalho proibiu, em junho, que a empresa Sementes Três Pinheiros Seeds Ltda. promovesse atos de campanha após um almoço nas dependências da firma em Planaltina, onde houve participação da recém-eleita senadora Bia Kicis (PL).

Foto: Divulgação

O que você acha? Você considera que as medidas adotadas são suficientes para proteger trabalhadores de pressões políticas durante a campanha? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Quantas denúncias de assédio eleitoral o Distrito Federal contabilizou desde o início da campanha?

O Distrito Federal registrou 64 denúncias de assédio eleitoral desde o início da campanha, em 16 de agosto. Esse total é seis casos superior ao registrado em 2022, quando houve 58 denúncias, e compõe relatos que vão de convocações no expediente a ameaças de demissão por posições políticas.

Quais ações o Ministério Público do Trabalho no DF já tomou contra empregadores denunciados?

O Ministério Público do Trabalho no Distrito Federal emitiu 28 recomendações, ajuizou quatro ações civis públicas e firmou um Termo de Ajustamento de Conduta. Além disso, foram obtidas três liminares favoráveis a trabalhadores e enviadas 40 recomendações preventivas a empresas de vigilância, asseio e conservação para evitar pedidos de dados do título de eleitor.

Como trabalhadores no Distrito Federal podem denunciar casos de assédio eleitoral e que provas são úteis?

No Distrito Federal, possíveis casos de assédio eleitoral podem ser denunciados de forma sigilosa pelo site do Ministério Público do Trabalho (mpt.mp.br). O relato deve indicar, sempre que possível, nome da empresa, local e data dos fatos, pessoas envolvidas e provas como mensagens, áudios, vídeos, fotografias, listas de presença ou nomes de testemunhas.

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POR Rafael Menezes
Rafael Menezes

Redação e entretenimento | Rafael Menezes produz conteúdo de entretenimento, televisão e atualidades para o Jornal Liberdade, com foco em agilidade e clareza para o leitor digital.

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