Flávio Bolsonaro — a Polícia Federal investiga agora as condições do empréstimo de R$ 3,1 milhões que o senador e candidato à Presidência usou para comprar uma mansão em Brasília, o que reacende questionamentos sobre governança no BRB e conexões com um esquema financeiro que levou a prisões de executivos.
Termos do financiamento que chamaram atenção
O contrato do financiamento foi firmado em 2021 e trazia uma taxa de juros de 3,71% ao ano, bem inferior à média do banco na época, estimada em 4,85%.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O parcelamento estava previsto para 30 anos, mas o valor foi quitado em três anos, um movimento que consta na investigação e que motivou a abertura de apuração pela PF.
O contrato de 2021 teve taxa de 3,71% ao ano e prazo de 30 anos, ainda que o empréstimo de R$ 3,1 milhões tenha sido quitado em três anos.
Conexões com prisões, auditoria e outras transações
O empréstimo ocorreu quando Paulo Henrique Costa presidia o BRB; Costa foi preso em 16 de abril na Operação Compliance Zero, na mesma fase que prendeu o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Vorcaro é mencionado em investigações relativas a repasses de R$ 61 milhões a Flávio Bolsonaro, quantia associada ao financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente preso por tentativa de golpe de Estado.
Uma auditoria independente contratada pelo banco, cujo relatório chegou à Polícia Federal em fevereiro, apontou irregularidades no empréstimo, inclusive práticas de governança que não teriam sido observadas e operações sem lastro entre o BRB e o Banco Master.
A defesa apontou legalidade da operação e justificou a quitação antecipada pela venda de um imóvel e por participações societárias, incluindo uma franquia da Kopenhagen no Shopping Via Park, na Barra da Tijuca, que também é alvo de apuração do Ministério Público do Rio de Janeiro por suposta utilização para lavagem de dinheiro vinculada ao esquema das “rachadinhas”.
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Perguntas Frequentes
Por que a Polícia Federal abriu investigação sobre o empréstimo de Flávio Bolsonaro para a mansão em Brasília?
Flávio Bolsonaro está sendo investigado porque o empréstimo de R$ 3,1 milhões para compra de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões apresentou condições atípicas: taxa de 3,71% ao ano diante de média de 4,85% e prazo de 30 anos, embora o valor tenha sido quitado em três anos; a auditoria interna apontou irregularidades.
Que relação existe entre o empréstimo de Flávio Bolsonaro e a Operação Compliance Zero?
Flávio Bolsonaro teve o empréstimo concedido enquanto Paulo Henrique Costa presidia o BRB; Costa foi preso em 16 de abril na Operação Compliance Zero, operação que também prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, cujo nome aparece em investigações sobre repasses de R$ 61 milhões relacionados ao filme “Dark Horse”.
O que a auditoria apontou sobre o financiamento de R$ 3,1 milhões e quando a PF recebeu o relatório?
O relatório de auditoria sobre o empréstimo de R$ 3,1 milhões tomado por Flávio Bolsonaro apontou irregularidades e foi entregue à Polícia Federal em fevereiro; o documento menciona falta de práticas de governança e operações entre BRB e Banco Master sem garantias suficientes, motivando nova frente investigativa.
Marcos Antonio