Esquerda — O crescimento no número de deputadas eleitas pela esquerda não altera a característica central do novo Congresso: embora a representação feminina tenha avançado, a Câmara e o Senado manterão maioria conservadora e predomínio de cadeiras ocupadas por homens brancos, impondo um desafio imediato à agenda de direitos e igualdade.
Vitória numérica que testa a capacidade de articulação
A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 34 das 47 vagas de deputadas federais eleitas pela esquerda, consolidando a maior bancada feminina entre as forças de esquerda.
Ararendá: prisão por desacato a mesários durante votação
Leia a matéria completa →
Cezinha de Madureira perde reeleição em SP com 60.596 votos
Leia a matéria completa →
Gaviões da Fiel: presidente retira vídeo a Thiago Surfista e apoia Digão
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Ao todo, 109 mulheres foram eleitas para a Câmara, ante 91 em 2022, elevando a participação feminina de 17,7% para 21,2% das 513 cadeiras. Mesmo com esse avanço, os homens brancos ocuparão 301 cadeiras, ou 58,7% do total.
“Minha eleição carrega uma responsabilidade enorme: transformar a confiança dos pernambucanos em trabalho e abrir caminhos para outras mulheres.” — Marília Arraes
Distribuição por partidos, recordes e desigualdades internas
O PT elegeu 25 mulheres entre seus 70 deputados, o que representa 35,7% da bancada; no PL, com 121 parlamentares, foram eleitas 22 mulheres, ou 18,2% — uma diferença que escancara desigualdades na composição partidária.
Houve recordes individuais: Erika Hilton (Psol-SP) recebeu 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara. Outros destaques em São Paulo foram Sâmia Bomfim (583.107 votos) e Tabata Amaral (476.383).
O que você acha? Você acredita que a esquerda conseguirá transformar esse crescimento numérico em avanços concretos na agenda de direitos? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quantas deputadas a esquerda elegeu e como isso muda a representação feminina na Câmara?
Esquerda elegeu 47 deputadas federais nas eleições de domingo (4), parte do total de 109 mulheres eleitas para a Câmara, contra 91 em 2022. A presença feminina sobe de 17,7% para 21,2% das 513 cadeiras, reduzindo a distância entre representação legislativa e os 51,5% da população feminina.
Quem foram as votações mais expressivas entre as mulheres de esquerda?
Esquerda teve votações de destaque, com Erika Hilton (Psol-SP) alcançando 1.596.472 votos, recorde entre mulheres para a Câmara. Sâmia Bomfim obteve 583.107 votos e Tabata Amaral 476.383, e candidaturas progressistas também lideraram pleitos estaduais, como Sofia Favero em São Paulo com 407.773 votos.
Como a composição partidária afeta a capacidade das deputadas de esquerda de avançar agendas?
Esquerda terá 47 deputadas, com a federação PT-PCdoB-PV elegendo 34 delas, mas o Congresso permanecerá de maioria conservadora. O PT elegeu 25 mulheres entre 70 deputados (35,7%), enquanto o PL elegeu 22 entre 121 (18,2%), o que impõe necessidade de articulação para defender direitos em minorança parlamentar.
Beatriz Farias