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Esquerda elege 47 deputadas federais, recorde histórico

Resumo

Nas eleições deste domingo (4), a esquerda elegeu 47 mulheres para a Câmara dos Deputados, contribuindo para o total de 109 deputadas federais — um salto ante as 91 de 2022. O avanço eleva a representação feminina de 17,7% para 21,2% das 513 cadeiras, mas o Congresso seguirá majoritariamente branco e masculino.

Esquerda elege 47 deputadas federais, recorde histórico
Foto: Divulgação
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Esquerda — O crescimento no número de deputadas eleitas pela esquerda não altera a característica central do novo Congresso: embora a representação feminina tenha avançado, a Câmara e o Senado manterão maioria conservadora e predomínio de cadeiras ocupadas por homens brancos, impondo um desafio imediato à agenda de direitos e igualdade.

Vitória numérica que testa a capacidade de articulação

A federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 34 das 47 vagas de deputadas federais eleitas pela esquerda, consolidando a maior bancada feminina entre as forças de esquerda.

Ao todo, 109 mulheres foram eleitas para a Câmara, ante 91 em 2022, elevando a participação feminina de 17,7% para 21,2% das 513 cadeiras. Mesmo com esse avanço, os homens brancos ocuparão 301 cadeiras, ou 58,7% do total.

“Minha eleição carrega uma responsabilidade enorme: transformar a confiança dos pernambucanos em trabalho e abrir caminhos para outras mulheres.” — Marília Arraes

Distribuição por partidos, recordes e desigualdades internas

O PT elegeu 25 mulheres entre seus 70 deputados, o que representa 35,7% da bancada; no PL, com 121 parlamentares, foram eleitas 22 mulheres, ou 18,2% — uma diferença que escancara desigualdades na composição partidária.

Houve recordes individuais: Erika Hilton (Psol-SP) recebeu 1.596.472 votos, tornando-se a mulher mais votada da história para a Câmara. Outros destaques em São Paulo foram Sâmia Bomfim (583.107 votos) e Tabata Amaral (476.383).

O que você acha? Você acredita que a esquerda conseguirá transformar esse crescimento numérico em avanços concretos na agenda de direitos? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

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Perguntas Frequentes

Quantas deputadas a esquerda elegeu e como isso muda a representação feminina na Câmara?

Esquerda elegeu 47 deputadas federais nas eleições de domingo (4), parte do total de 109 mulheres eleitas para a Câmara, contra 91 em 2022. A presença feminina sobe de 17,7% para 21,2% das 513 cadeiras, reduzindo a distância entre representação legislativa e os 51,5% da população feminina.

Quem foram as votações mais expressivas entre as mulheres de esquerda?

Esquerda teve votações de destaque, com Erika Hilton (Psol-SP) alcançando 1.596.472 votos, recorde entre mulheres para a Câmara. Sâmia Bomfim obteve 583.107 votos e Tabata Amaral 476.383, e candidaturas progressistas também lideraram pleitos estaduais, como Sofia Favero em São Paulo com 407.773 votos.

Como a composição partidária afeta a capacidade das deputadas de esquerda de avançar agendas?

Esquerda terá 47 deputadas, com a federação PT-PCdoB-PV elegendo 34 delas, mas o Congresso permanecerá de maioria conservadora. O PT elegeu 25 mulheres entre 70 deputados (35,7%), enquanto o PL elegeu 22 entre 121 (18,2%), o que impõe necessidade de articulação para defender direitos em minorança parlamentar.

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POR Beatriz Farias
Beatriz Farias

Cobertura e plantão de notícias | Beatriz Farias acompanha os principais acontecimentos e mantém as matérias sempre atualizadas. Trabalha com rapidez, apuração cuidadosa e texto claro.

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