Estudantes da Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG) — realizaram em Carangola uma mobilização que mistura protesto e campanha, com impacto direto na percepção política local. A caminhada, à noite, buscou sinalizar presença juvenil e influência nos dias que antecedem o segundo turno das eleições, em uma cidade onde os resultados do primeiro turno mostraram forte divisão entre cargos federais e estaduais.
Caminhada, discursos e o roteiro até a Praça Matriz
O ato saiu do campus universitário às 20h e seguiu até a Praça Matriz, no centro de Carangola. Planejado pelo movimento estudantil da universidade, o evento recebeu apoio de militantes do PT municipal e contou com participação de servidores e ativistas.
Cezinha de Madureira perde reeleição em SP com 60.596 votos
Leia a matéria completa →
Guto Zacarias perde vaga ao sofrer denúncia por coação
Leia a matéria completa →
Omar Aziz avança ao 2º turno no Amazonas com 40,38%
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Ao final da caminhada houve falas no palco da praça em defesa da educação pública e do Estado democrático de direito, além de manifestações de apoio à reeleição de Lula, com cânticos como “UEMG presente, Lula presidente”.
“O campus em Carangola funciona como um polo progressista para a cidade e para região. O ato de hoje partiu de nós enquanto movimento estudantil, e logo depois abraçado pelos simpatizantes”, afirmou Marcos Rodrigues, representante do diretório acadêmico da UEMG.
Votação local revela fragmentação entre cargos
Os números do primeiro turno em Carangola mostram essa fragmentação: Lula recebeu 8.137 votos contra 7.936 de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 201 votos (1,16 ponto percentual) no município. Para o governo de Minas, o candidato Cleitinho teve 55,13% dos válidos, frente a 29,68% de Patrus.
No Legislativo, Domingos Sávio foi o mais votado ao Senado com 25,01%, seguido por Marília Campos com 20,05%, enquanto Nikolas Ferreira liderou a votação para o Congresso com 27,45%. Para autoridades locais, esses resultados expõem uma incoerência entre escolhas presidenciais e estaduais/legislativas.
Como reação a esse quadro, a secretária de assistência social do município, Camila Andrade, descreveu o cenário como “uma confusão de posturas e de projetos” e ressaltou a necessidade de maior politização da população local. Ativistas presentes, como Talita Baylão, defenderam que ações no interior são centrais para a campanha, destacando a presença da juventude em defesa do projeto político nacional.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você acha que a mobilização estudantil em cidades pequenas como Carangola pode influenciar o resultado do segundo turno? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que foi a caminhada organizada pelos estudantes da Universidade Estadual de Minas Gerais em Carangola?
A Universidade Estadual de Minas Gerais mobilizou estudantes em Carangola numa caminhada que saiu do campus às 20h e seguiu até a Praça Matriz, em defesa da educação pública e do Estado democrático de direito. O ato contou com discursos de ativistas, servidores municipais e apoio de militantes do PT, terminando com gritos de ordem em favor de Lula.
Quem organizou e quem apoiou o ato dos estudantes da UEMG em Carangola?
Os estudantes da UEMG planejaram a mobilização como iniciativa do movimento estudantil, e o ato foi posteriormente abraçado por militantes do PT municipal. Além dos estudantes, participaram ativistas, servidores da prefeitura e simpatizantes locais, que ocuparam o palco na Praça Matriz ao final para manifestar apoio à reeleição e às políticas sociais históricas citadas durante os discursos.
Como votou Carangola no primeiro turno e quais contradições eleitorais foram observadas?
Em Carangola, Lula obteve 8.137 votos ante 7.936 de Flávio Bolsonaro, diferença de 201 votos (1,16 ponto percentual). Para governador, Cleitinho venceu com 55,13% contra 29,68% de Patrus. No Senado, Domingos Sávio teve 25,01% e Marília Campos 20,05%; Nikolas Ferreira liderou para o Congresso com 27,45%.
Beatriz Farias