Estudantes — a reação nas universidades começou imediatamente após o encerramento da apuração do primeiro turno e se transformou em uma onda de mobilizações que atingiu campi em todo o país, com objetivo explícito de fortalecer a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e protestar contra o senador Flávio Bolsonaro.
Escala e rapidez: mais de 40 universidades mobilizadas
As ações começaram na UFF, em Niterói, e se espalharam ao longo da semana por mais de 40 universidades em 14 estados e no Distrito Federal. As atividades incluíram assembleias, plenárias e passeatas que, segundo relatos das entidades, reuniram dezenas de milhares de jovens nas ruas e em praças centrais.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O movimento organizou atos em capitais como Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo, com convocatórias locais que combinaram estudantes universitários e secundaristas, além de frentes populares, sindicatos e movimentos sociais.
“Costumam dizer que a juventude é o futuro do Brasil, mas nós somos o presente. E é agora que queremos ter garantido o nosso direito à universidade pública, à saúde de qualidade, à educação e às políticas sociais que transformam a vida do nosso povo.” — Hugo Silva, presidente da Federação Nacional de Estudantes de Direito (Fened).
Táticas, objetivos e ambiente de tensão
As entidades definiram uma estratégia unitária para o segundo turno: combinar atuação nas redes digitais com presença física para dialogar diretamente com indecisos e com eleitores que se abstiveram. A orientação é que panfletagens, conversas de porta em porta e ocupação de espaços públicos sejam permanentes até a votação de 25 de outubro.
Ao mesmo tempo, a mobilização ocorre em meio a relatos de ameaças e tentativas de intimidação. Em Belo Horizonte, uma manifestação convocada para esta sexta-feira (9), às 17h, recebeu menções de agressões em áudios que circularam em comunidades virtuais; em Pernambuco houve relatos de ameaças antes de um princípio de incêndio no campus.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Onde e quando os estudantes iniciaram as manifestações que se espalharam pelo país?
Os estudantes iniciaram as manifestações na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, logo após o encerramento da apuração do primeiro turno. A mobilização se expandiu durante a semana seguinte e alcançou mais de 40 universidades em 14 estados e no Distrito Federal, com atividades presenciais e assembleias locais.
Qual foi o alcance das mobilizações e quais números são citados pelas entidades?
As mobilizações envolveram mais de 40 universidades em 14 estados e no Distrito Federal, reunindo assembleias, plenárias e passeatas que somaram dezenas de milhares de participantes. As organizações também destacam o foco em dialogar com os mais de 33 milhões de eleitores que se abstiveram e com indecisos após o primeiro turno.
Como as organizações estudantis descrevem a estratégia para o segundo turno?
As organizações estudantis explicam que a estratégia para o segundo turno combina “ruas e redes”: uso de redes digitais para alcance amplo e conversas presenciais para convencimento. O plano prevê ocupação contínua de praças e campi, panfletagens e diálogo direto até a data de votação em 25 de outubro.
Vinicius Balbino