Flávio Bolsonaro — a pressão política em torno do fim da escala 6x1 ganhou novo capítulo no Senado Federal, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou publicamente uma posição do candidato sobre a PEC. As sessões semipresenciais, realizadas em meio à campanha, mostraram tensão entre quem quer acelerar a votação e quem tenta postergá‑la.
Rito, presenças e cronograma
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, definiu um calendário que prevê cinco dias de debate para que a votação em primeiro turno seja iniciada, hipótese que pode levar a votação a ocorrer já na próxima semana.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →As sessões têm sido semipresenciais: na terça-feira houve 69 participantes; na quarta foram 60. A proposta que busca reduzir a jornada e encerrar a escala 6x1 chegou ao Senado após aprovação expressiva na Câmara, por 472 votos a favor e 22 contra.
“Nossa proposta é dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade. Quem quer trabalhar mais vai trabalhar mais, quem quer trabalhar menos vai ter o direito de priorizar outras coisas na sua vida.”
Pressões políticas e estratégias de obstrução
A disputa política tornou‑se pública: Flávio Bolsonaro defende abertura para a adoção da escala 7×7, enquanto Lula voltou a desafiar o senador a votar favoravelmente pelo fim da 6x1, criticando a proposta adversária durante reunião do seu partido.
Na outra ponta, lideranças aliadas de Flávio tentaram esvaziar sessões e postergar a votação. O coordenador da campanha, Rogério Marinho, tem sugerido que “neste momento, não é o ideal” para avançar, enquanto a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, tenta colher assinaturas para um requerimento que agilize o calendário especial.
Também houve dissenso processual entre os senadores: Oriovisto Guimarães manifestou reserva ao rito definido, mas declarou apoio ao mérito da mudança. Do lado das centrais, o vice‑presidente da CTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, comentou que as tentativas de esvaziar as sessões não têm obtido sucesso.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Como está o andamento dos debates sobre o fim da escala 6x1 no Senado?
A proposta de fim da escala 6x1 está em debate no Senado Federal desde terça e seguiu na quarta‑feira (7) em sessões semipresenciais; foram 69 participantes na terça e 60 na quarta. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, estabeleceu um rito com cinco dias de debate para iniciar a votação em primeiro turno.
Qual é a posição pública de Flávio Bolsonaro sobre a escala e como Lula reagiu?
Flávio Bolsonaro defende a adoção da escala 7×7 e afirmou que a proposta busca “dar liberdade para que o trabalhador monte a sua jornada de trabalho conforme a sua possibilidade e necessidade.” Luiz Inácio Lula da Silva cobrou uma posição clara e desafiou o senador a votar favoravelmente pelo fim da 6x1 durante uma plenária do PT.
Quando pode ocorrer a votação em primeiro turno e quais obstáculos ainda existem?
A votação em primeiro turno pode começar após o rito de cinco dias definido por Davi Alcolumbre, abrindo a possibilidade de ocorrer na próxima semana; porém, líderes como Rogério Marinho têm tentado adiar o processo, enquanto Teresa Leitão busca assinaturas para acelerar a tramitação e garantir calendário especial.
Beatriz Farias