Flávio Bolsonaro — em entrevista no Jornal Nacional, o senador e candidato do PL adotou tom de contestação: evitou responder detalhadamente sobre o pedido de R$ 134 milhões relacionado ao filme Dark Horse, repetiu acusações contra o presidente Lula e trocou acusações com a entrevistadora durante o programa.
Acusações públicas e evasivas sobre o financiamento
O centro do embate foi o pedido de R$ 134 milhões a Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, dos quais Flávio recebeu quase R$ 70 milhões, segundo prestação de contas da produtora. Questionado sobre a origem e destino desses recursos, o candidato apontou que as informações estariam nos documentos apresentados pela produtora, sem detalhar transferências.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A disputa escalou quando Flávio recuperou denúncias já contestadas sobre relações entre Vorcaro e figuras do governo, alegando contrapartidas políticas. A entrevistadora interrompeu e destacou a fragilidade das provas citadas pelo candidato.
“Tô falando de um patrocínio privado, com dinheiro privado, sem nenhuma contrapartida por eu ser um senador da República. O que é bem diferente do que fez o Lula na relação com Vorcaro.”
Documentos e declarações sobre o suposto fluxo de recursos
O liquidante da massa falida do Banco Master, Eduardo Bianchini, afirmou em relatório que não foram encontrados documentos, registros contábeis ou contratuais que comprovem operações destinadas a financiar o filme mencionado. Esse ponto intensifica a cobrança sobre as explicações de Flávio acerca dos quase R$ 70 milhões recebidos pela produção.
A assessoria do candidato afirmou que Flávio apenas buscou patrocínio com Vorcaro, sem participar da efetivação dos pagamentos. O repasse dos valores teria passado por uma empresa terceira, o grupo Entre, cujo dono firmou acordo de colaboração, e um delator relatou que os valores teriam sido encaminhados por ordem de um parente de Vorcaro.
Ao comparar casos, Flávio citou que a TV Globo teria recebido recursos do ex-banqueiro para um programa, usando o exemplo como argumento para questionar críticas ao seu próprio relacionamento com patrocinadores.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que Flávio Bolsonaro disse sobre o pedido de R$ 134 milhões para o filme Dark Horse?
Flávio Bolsonaro afirmou que tratou de um “patrocínio privado” e ressaltou que os valores constam na prestação de contas da produtora; segundo a matéria, a peça recebeu quase R$ 70 milhões. A explicação não detalhou a origem e o destino específico das transferências contestadas por auditores e pelo liquidante do banco.
O que o liquidante Eduardo Bianchini declarou sobre os repasses ligados a Vorcaro?
Eduardo Bianchini, liquidante da massa falida do Banco Master, informou em relatório que não foram encontrados documentos, registros contábeis ou contratuais que comprovem financiamento, patrocínio ou aporte de recursos para a produção cinematográfica citada, colocando dúvidas sobre a efetivação dos pagamentos referidos.
Que papel teve a empresa Entre e a delação na narrativa sobre os repasses?
A empresa Entre, cujo dono realizou delação premiada, foi apontada como intermediária dos repasses; o delator, identificado como “Mineiro”, afirmou ter recebido ordens de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e dito que os recursos seriam direcionados a um investimento imobiliário, segundo o relato incluído na reportagem.
Mariana Costa