Isabelle Caracristi — o inquérito policial da Polícia Civil do Ceará concluiu que houve uma sequência de violência psicológica contra a estudante universitária de 22 anos e indiciou o namorado, o bacharel em Direito João Munhoz Neto, por violência psicológica e obstrução de Justiça, com impacto direto no desdobrar do caso e nas medidas judiciais aplicadas.
Inquérito, indiciamento e medidas judiciais
O relatório final da investigação concluiu pela existência de condutas que configuram violência psicológica e por condutas que teriam obstruído o curso das apurações, resultando no indiciamento formal de João Munhoz Neto.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O inquérito não atribuiu a ele os crimes de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, mesmo com a narrativa de que a vítima caiu do 23º andar de um edifício na Aldeota. A Justiça do Ceará havia determinado, na semana anterior, a revogação da prisão preventiva e a adoção de medidas cautelares como distanciamento dos familiares da vítima, monitoramento eletrônico e proibição de se ausentar da comarca.
"De modo algum houve qualquer obstrução de Justiça. Pelo contrário, nosso cliente sempre cooperou integralmente com as investigações. João disponibilizou o telefone de seu irmão para a polícia e a perícia no dia do fato — tanto é verdade que foi por meio desse número que a polícia entrou em contato."
Relatos, áudios e contexto do relacionamento
Documentos do inquérito apontam que Isabelle relatou sofrer um relacionamento abusivo iniciado cerca de dois meses antes da morte, descrevendo comportamentos agressivos, possessivos e vigilância constante por parte do namorado.
Uma hora antes do registro do impacto ao solo, às 20h40, a estudante enviou um áudio ao parente pedindo que aquele conteúdo não fosse apagado; por volta das 19h40 ela teria dito que "qualquer coisa que venha a acontecer com ela, este áudio é uma prova" e também escreveu que "João Munhoz é um doente, não acredite nele". Laudos da Perícia Forense do Ceará indicaram que a queda se deu por precipitação voluntária.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que o inquérito concluiu sobre o caso de Isabelle Caracristi?
O inquérito sobre Isabelle Caracristi concluiu que houve sequência de violência psicológica contra a estudante de 22 anos e indicou o namorado, João Munhoz Neto, por violência psicológica e obstrução de Justiça, sem enquadrá‑lo por induzimento ou auxílio ao suicídio, conforme os elementos reunidos pela Polícia Civil do Ceará.
Por que João Munhoz Neto chegou a ser preso e depois foi solto?
João Munhoz Neto, de 34 anos, foi preso em 22 de setembro sob suspeita de violência psicológica e indícios relacionados ao caso, mas a prisão foi revogada pela 5ª Vara do Júri de Fortaleza após manifestação favorável do Ministério Público do Ceará, que propôs medidas cautelares como monitoramento eletrônico e distanciamento dos familiares da vítima.
Quais provas e relatos sustentaram o indiciamento no caso?
Entre os elementos citados no inquérito sobre Isabelle Caracristi estão áudios e mensagens trocadas pela vítima pouco antes da morte, relatos de coletas testemunhais sobre controle coercitivo no relacionamento e laudos da Perícia Forense do Ceará que registraram o impacto ao solo às 20h40 no edifício da Aldeota.
Marcos Antonio