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João Munhoz indiciado por violência psicológica e obstrução

Resumo

João Munhoz foi indiciado por violência psicológica e obstrução de Justiça no inquérito sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, que caiu do 23º andar de um condomínio na Aldeota. A investigação reuniu depoimentos, perícias com 20 profissionais, imagens e mensagens; ele esteve preso em 22 de setembro e saiu da prisão em 1º de outubro com medidas cautelares.

João Munhoz indiciado por violência psicológica e obstrução
Foto: Divulgação
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João Munhoz — o indiciamento por violência psicológica e obstrução de Justiça altera a fase do inquérito que apura a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, encontrada após queda do 23º andar em um condomínio da Aldeota. A decisão concentra os elementos que a polícia reuniu nos últimos dias e define o caminho das diligências que seguem em curso.

Indiciamento e elementos que sustentam a conclusão

O inquérito que resultou no indiciamento de João Munhoz reuniu depoimentos, imagens, análises de aparelhos eletrônicos e exames periciais. Equipes especializadas formaram um Grupo Especial de Investigação para mapear a rotina e as interações entre vítimas e investigado.

Ao todo, 20 peritos e auxiliares de perícia participaram dos trabalhos técnicos. Testemunhas ouvidas incluíram uma diarista, a síndica do condomínio e a ex-mulher de João; a ex-mulher prestou depoimento em 26 de setembro.

Isabelle enviou um áudio às 19h40 do dia 13 de setembro pedindo que a mensagem fosse preservada, cerca de uma hora antes do registro do impacto da queda às 20h40.

Relação entre Isabelle e João, prisão e medidas judiciais

O relacionamento entre Isabelle, 22 anos, e João, 34 anos, teria começado cerca de dois meses antes da morte. Documentos do inquérito registraram relatos sobre controle de rotina, cobranças e intervenções do investigado em diferentes áreas da vida da estudante.

Rudá Bezerra de Carvalho, proprietário do escritório onde ambos trabalhavam, prestou depoimento; o empresário afirmou ter ouvido da estudante reclamações sobre a conduta de João no ambiente profissional. Isabelle havia ingressado como estagiária e passou a morar na casa do namorado.

João foi preso preventivamente em 22 de setembro. A perícia apontou precipitação voluntária como causa da queda, e o indiciamento não incluiu crimes de induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. Em decisão da 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, a prisão foi revogada em 1º de outubro, e ele passou a cumprir medidas cautelares.

As medidas judiciais determinam o distanciamento em relação aos familiares de Isabelle, o uso de monitoramento eletrônico e a proibição de deixar a comarca. A situação processual segue com a investigação colhendo provas e ouvindo testemunhas para eventual definição de novos passos legais.

Foto: Divulgação

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Perguntas Frequentes

Por que João Munhoz foi indiciado por violência psicológica e obstrução de Justiça?

João Munhoz foi indiciado por violência psicológica e obstrução de Justiça após investigação que reuniu depoimentos, imagens, exames periciais e análises de aparelhos eletrônicos. O inquérito considerou relatos de controle sobre a rotina da estudante e procedimentos que, segundo as apurações, dificultaram a investigação, além do conjunto técnico realizado por 20 peritos.

Qual é a linha do tempo conhecida entre Isabelle Caracristi e os relatos do dia da queda?

Isabelle Caracristi, estudante de 22 anos, enviou um áudio às 19h40 do dia 13 de setembro pedindo que a mensagem fosse preservada; por volta das 20h40 foi registrado o impacto da queda do 23º andar do condomínio na Aldeota. A perícia registrou precipitação voluntária, e João não estava no imóvel no momento do ocorrido.

Quais medidas cautelares João Munhoz cumpre após a revogação da prisão preventiva?

João Munhoz cumpre medidas cautelares definidas pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza após a revogação da prisão em 1º de outubro: distanciamento dos familiares de Isabelle, uso de monitoramento eletrônico e proibição de deixar a comarca, enquanto a investigação segue em curso.

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POR Leticia Rodrigues
Leticia Rodrigues

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