Mulheres de Curitiba — a capital paranaense registrou uma grande mobilização que uniu memória de vítimas e disputa eleitoral, com impacto direto na narrativa pública sobre políticas de proteção. Mais de 2 mil pessoas se concentraram na Praça Santos Andrade e seguiram até a Praça Nossa Senhora de Salete, em um ato que combinou homenagem às vítimas com apoio aberto à reeleição de Lula.
Mobilização na rua e o apelo político
A manifestação foi organizada por diferentes movimentos populares, coletivos e partidos que colocaram o enfrentamento ao feminicídio no centro do discurso político. O ato coincidiu com a primeira celebração do Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, instituído pela Lei Federal nº 15.334/2026.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →No percurso, mulheres e apoiadores ligaram a preservação de direitos à urgência de um voto que, segundo os presentes, teria impacto nas políticas públicas e na proteção das vítimas. Líderes e participantes disseram que a presença nas ruas é também uma resposta a retrocessos percebidos em governos anteriores.
“Se nós pensarmos o enfrentamento ao feminicídio, nós estamos pensando não só na democracia, nós estamos pensando na nossa sobrevivência.” — Regeane Quetes
Números, contexto histórico e exigência por proteção
Durante o ato, foram lembrados dados que colocam a violência contra mulheres como tema central: no Paraná, 87 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, uma queda de 20,7% sobre 2024, mas que deixou o estado em 6º lugar nas taxas nacionais. No plano federal, 848 vítimas foram registradas nos primeiros sete meses de 2026, uma redução de pouco mais de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O contexto histórico também foi citado: desde a tipificação do feminicídio em 2015, 13.703 mulheres foram assassinadas nessa condição, segundo levantamentos consolidados do setor de segurança pública. Participantes do ato destacaram que a memória das vítimas precisa traduzir-se em políticas e em canais efetivos de denúncia e atendimento.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que as Mulheres de Curitiba foram às ruas e qual era o foco do ato?
Mulheres de Curitiba foram às ruas para marcar o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio e, ao mesmo tempo, demonstrar apoio à reeleição de Lula. A mobilização reuniu mais de 2 mil pessoas entre a Praça Santos Andrade e a Praça Nossa Senhora de Salete, combinando homenagem e pressão por políticas públicas.
Quais dados sobre feminicídio foram lembrados durante a mobilização?
Mulheres de Curitiba destacaram números que mostram a gravidade do problema: no Paraná foram 87 feminicídios em 2025 (queda de 20,7% ante 2024), 848 vítimas registradas nos primeiros sete meses de 2026 no país (redução de pouco mais de 3%) e 13.703 casos desde 2015, segundo estatísticas consolidadas.
Como as vítimas ou testemunhas de violência podem denunciar e buscar apoio?
Mulheres de Curitiba lembraram que denúncias podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher no Ligue 180, serviço gratuito criado em 2005 que funciona 24 horas por dia; em situação de emergência a orientação é contatar a Polícia Militar pelo telefone 190.
Rafael Menezes