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Mulheres de Curitiba marcham pela reeleição de Lula no luto

Resumo

Mais de 2 mil pessoas saíram às ruas de Curitiba neste sábado, partindo da Praça Santos Andrade até a Praça Nossa Senhora de Salete, em um ato que marcou o primeiro Dia Nacional de Luto às vítimas de feminicídio e manifestou apoio à reeleição de Lula. A mobilização reuniu movimentos, coletivos e partidos e trouxe dados sobre taxas de feminicídio no Paraná e no país.

Mulheres de Curitiba marcham pela reeleição de Lula no luto
Foto: Divulgação
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Mulheres de Curitiba — a capital paranaense registrou uma grande mobilização que uniu memória de vítimas e disputa eleitoral, com impacto direto na narrativa pública sobre políticas de proteção. Mais de 2 mil pessoas se concentraram na Praça Santos Andrade e seguiram até a Praça Nossa Senhora de Salete, em um ato que combinou homenagem às vítimas com apoio aberto à reeleição de Lula.

Mobilização na rua e o apelo político

A manifestação foi organizada por diferentes movimentos populares, coletivos e partidos que colocaram o enfrentamento ao feminicídio no centro do discurso político. O ato coincidiu com a primeira celebração do Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio, instituído pela Lei Federal nº 15.334/2026.

No percurso, mulheres e apoiadores ligaram a preservação de direitos à urgência de um voto que, segundo os presentes, teria impacto nas políticas públicas e na proteção das vítimas. Líderes e participantes disseram que a presença nas ruas é também uma resposta a retrocessos percebidos em governos anteriores.

“Se nós pensarmos o enfrentamento ao feminicídio, nós estamos pensando não só na democracia, nós estamos pensando na nossa sobrevivência.” — Regeane Quetes

Números, contexto histórico e exigência por proteção

Durante o ato, foram lembrados dados que colocam a violência contra mulheres como tema central: no Paraná, 87 mulheres foram vítimas de feminicídio em 2025, uma queda de 20,7% sobre 2024, mas que deixou o estado em 6º lugar nas taxas nacionais. No plano federal, 848 vítimas foram registradas nos primeiros sete meses de 2026, uma redução de pouco mais de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O contexto histórico também foi citado: desde a tipificação do feminicídio em 2015, 13.703 mulheres foram assassinadas nessa condição, segundo levantamentos consolidados do setor de segurança pública. Participantes do ato destacaram que a memória das vítimas precisa traduzir-se em políticas e em canais efetivos de denúncia e atendimento.

O que você acha? Você acredita que a mobilização nas ruas pode influenciar o resultado eleitoral? Para mais cobertura política, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Por que as Mulheres de Curitiba foram às ruas e qual era o foco do ato?

Mulheres de Curitiba foram às ruas para marcar o Dia Nacional de Luto e de Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio e, ao mesmo tempo, demonstrar apoio à reeleição de Lula. A mobilização reuniu mais de 2 mil pessoas entre a Praça Santos Andrade e a Praça Nossa Senhora de Salete, combinando homenagem e pressão por políticas públicas.

Quais dados sobre feminicídio foram lembrados durante a mobilização?

Mulheres de Curitiba destacaram números que mostram a gravidade do problema: no Paraná foram 87 feminicídios em 2025 (queda de 20,7% ante 2024), 848 vítimas registradas nos primeiros sete meses de 2026 no país (redução de pouco mais de 3%) e 13.703 casos desde 2015, segundo estatísticas consolidadas.

Como as vítimas ou testemunhas de violência podem denunciar e buscar apoio?

Mulheres de Curitiba lembraram que denúncias podem ser feitas pela Central de Atendimento à Mulher no Ligue 180, serviço gratuito criado em 2005 que funciona 24 horas por dia; em situação de emergência a orientação é contatar a Polícia Militar pelo telefone 190.

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POR Rafael Menezes
Rafael Menezes

Redação e entretenimento | Rafael Menezes produz conteúdo de entretenimento, televisão e atualidades para o Jornal Liberdade, com foco em agilidade e clareza para o leitor digital.

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