Nádia Silva dos Santos — A decisão judicial que manteve as prisões reforça o entendimento de gravidade do caso e a possibilidade de vínculos com dinâmica de facções, segundo os autos. A medida impede substituições por medidas cautelares enquanto o processo segue em fase de instrução, com testemunhas a serem ouvidas e réus a ser interrogados.
Como aconteceu o crime e o contexto territorial
O triplo homicídio ocorreu em 26 de março de 2025, quando pessoas armadas chegaram a uma residência em José Bonifácio, Fortaleza, se identificaram como policiais civis e efetuaram disparos. Três homens morreram: Matheus Silva Batista, Wellington Santos de Oliveira e Edivânio Soares.
Médica Maria das Graças morre após pedir água em agência do INSS
Leia a matéria completa →
João Paulo de Carvalho Barbosa denunciado por repassar dados à quadrilha
Leia a matéria completa →
Guto Zacarias perde vaga ao sofrer denúncia por coação
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Dias antes, integrantes de outra facção teriam invadido a vila e tomado a região; na data dos homicídios, membros da organização Massa/Tudo Neutro (TDN) teriam retornado com a intenção de retomar o território, segundo informações do processo.
"Os acusados cometeram os crimes de homicídios consumados, resultando em perigo comum, eis que o crime foi cometido em via pública, em horário de considerável circulação de pessoas, onde encontravam-se famílias, crianças, vendedores ambulantes, transeuntes e, portanto, poderiam causar danos de extensão imprevisíveis e com amplo número de vítimas atingidas."
Provas, responsabilizações e andamento do processo
As investigações apontam atuação coordenada: a acusação sustenta que Nádia ocupava posição de comando na facção Massa/TDN na área do José Bonifácio. Robério, marido de Nádia e conhecido como "2R", teria usado documento falso para alugar o veículo usado no crime.
Perícias eletrônicas, incluindo extração de dados do celular de Nádia, exibem conversas e chamadas relacionadas ao caso. O Ministério Público apontou participação decisiva de Maria de Fátima e de Adriana no fornecimento de informações e no planejamento logístico, inclusive com mensagens e áudios que constam nos autos.
A defesa de Nádia não quis se manifestar; os demais advogados não foram localizados. Em agosto de 2026, Maria de Fátima, Robério, Adriana e Nádia deram entrada em pedido de habeas corpus, mas a 6ª Vara do Júri considerou não haver elementos novos que justifiquem a revogação das prisões. A audiência de continuação da instrução está marcada para 19 de outubro, quando serão ouvidas testemunhas e feitos interrogatórios.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você considera adequadas as medidas cautelares mantidas pela Justiça diante das provas apresentadas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quem são os acusados no caso do triplo homicídio em José Bonifácio e como Nádia Silva dos Santos aparece no processo?
Nádia Silva dos Santos é apontada nos autos como tendo posição de comando na facção Massa/Tudo Neutro (TDN) na região do bairro José Bonifácio. Além dela, respondem Robério Soares de Souza Silva (marido, apelidado "2R"), Maria de Fátima Lima da Silva e Adriana Nobre da Costa; todos tiveram prisão mantida pelo judiciário.
Quando será a audiência de instrução e o que está previsto para 19 de outubro no processo contra Nádia Silva dos Santos?
Nádia Silva dos Santos tem audiência de continuação da fase de instrução marcada para 19 de outubro, quando serão ouvidas testemunhas e realizados os interrogatórios dos réus. A etapa visa esclarecer elementos de autoria e materialidade para subsidiar eventual denúncia ou próxima fase processual.
Quais evidências ligam Nádia Silva dos Santos e os demais acusados às mortes de 26 de março de 2025?
Nádia Silva dos Santos aparece relacionada às execuções por meio de análise de extração de dados do celular, que traz conversas e chamadas associadas ao crime de 26 de março de 2025; o processo também registra mensagens que teriam indicado localização de vítimas, uso de veículo locado com documento falso e fotografias trocadas após os disparos.
Rafael Menezes