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Nossa Senhora Aparecida vira alvo após ataques da extrema direita

Resumo

Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, passa a ter um tom político no 12 de outubro diante de declarações de Flávio Bolsonaro e da reaparição de um projeto de lei de 2007. A mobilização preocupa lideranças católicas, que citam um relatório com 58 ataques à Igreja Católica nos últimos oito anos e pedem respeito às tradições religiosas.

Nossa Senhora Aparecida vira alvo após ataques da extrema direita
Foto: Divulgação
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Nossa Senhora Aparecida — a padroeira do Brasil — entrou em uma disputa que mistura fé e política, com impacto direto sobre o significado do feriado de 12 de outubro. Declarações públicas e antigas propostas legislativas reacenderam debates sobre identidade religiosa e espaço público, deixando lideranças católicas em alerta.

Gatilho político: declarações públicas e projeto arquivado

As menções recentes partiram de discursos que associam a representatividade religiosa no Estado a posições políticas. Entre elas está uma declaração explícita que voltou a circular nas redes e na imprensa: “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.

Paralelamente, existe um projeto histórico que já tentou restringir a titulação oficial: o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado em 2007 pelo então deputado Professor Victório Galli, que propunha alterar a expressão usada na lei sobre o feriado — a proposta foi arquivada em 2022.

"quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo"

Reações da Igreja e histórico de agressões

O bispo Dom Geraldo Maia, de Araçuai (MG), ressaltou que a fé e a tradição católica estão enraizadas na história do país e pediu respeito aos católicos enquanto comunidade religiosa. Para lideranças, declarações públicas que instrumentalizam a religião causam incômodo entre fiéis.

Além das reações atuais, um relatório da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, ligada à CNBB, registrou 58 ataques de grupos de direita à Igreja Católica nos últimos oito anos. A documentação é citada como sinal de um padrão de hostilidade que ultrapassa incidentes isolados.

O que você acha? Você acha que a politização do 12 de outubro ameaça a tradição religiosa do país? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Por que Nossa Senhora Aparecida passou a ter um tom político no 12 de outubro?

Nossa Senhora Aparecida passou a receber tom político devido a declarações públicas que ligam a identidade religiosa a projetos políticos e à reaparição do Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado por Professor Victório Galli em 2007 e arquivado em 2022. Esses elementos tornaram o feriado de 12 de outubro objeto de debate público.

O que dizem as declarações que geraram desconforto entre católicos?

Nossa Senhora Aparecida foi mencionada no contexto de declarações que afirmam a prioridade de uma crença pública, como a frase “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, reaparecida em debates recentes e que provocou reação de bispos e comunidades católicas, como Dom Geraldo Maia, de Araçuai (MG).

Quantos ataques à Igreja Católica foram apontados e por quem?

Nossa Senhora Aparecida aparece nesse contexto depois que a Comissão Brasileira de Justiça e Paz, ligada à CNBB, compilou um relatório que documenta 58 ataques de grupos de direita à Igreja Católica nos últimos oito anos, dado usado por lideranças católicas para denunciar um padrão de hostilidade recente.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista de esporte | Formado em Direito e apaixonado por futebol, Marcos Antonio assina as colunas de esporte do Jornal Liberdade. Traz um olhar analítico e técnico sobre os jogos e os bastidores.

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