Romero Britto — o artista plástico voltou a abordar a polêmica em torno da entrega de um quadro a Jair Bolsonaro, defendendo o ato como um gesto cívico e destacando as consequências públicas dessa interpretação. Na autobiografia, Britto descreve como imagens do encontro ganharam alcance global e transformaram um presente pessoal em tema político.
Por que o artista chama a homenagem de "gesto cívico"
Britto contextualiza o episódio em sua obra autobiográfica e afirma que a intenção era prestar uma homenagem, não declarar alinhamento partidário. O relato aponta que a leitura pública do gesto extrapolou a intenção inicial, gerando interpretações que o pintor não controla.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A obra "A Arte da Felicidade", lançada em agosto pela editora Citadel, traz o registro do episódio e a reflexão do autor sobre o papel da arte diante de cenários políticos e midiáticos.
“O quadro, por minha parte, era uma homenagem. Ainda assim, o que para mim foi um gesto cívico dirigido a um representante de uma nação logo passou a ser interpretado como alinhamento político.”
Trajetória, contexto internacional e recepção
O encontro que originou a controvérsia é descrito como parte de uma agenda oficial nos Estados Unidos; as memórias do artista também mencionam a entrega do quadro em 2020 nas lembranças sobre o episódio. Britto destaca que foi nomeado embaixador do turismo brasileiro pela Embratur, cargo que coloca sua obra em contato com públicos e autoridades diversas.
Para reforçar a ideia de neutralidade artística, o pintor lista personalidades que receberam obras suas ao longo das últimas duas décadas, entre elas presidentes como Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de nomes como Fernando Henrique Cardoso, João Doria e Sérgio Cabral, e representantes de diferentes espectros internacionais. Essa amplitude, segundo ele, sustenta a visão de que “arte é política, mas sem partido”.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que Romero Britto disse sobre a homenagem a Jair Bolsonaro na autobiografia?
Romero Britto, na autobiografia "A Arte da Felicidade", definiu a homenagem a Jair Bolsonaro como “um gesto cívico” e lamentou que o presente tenha sido interpretado como alinhamento político. O livro, lançado em agosto pela editora Citadel, também registra que as imagens do encontro circularam pelo mundo.
Quando e onde aconteceu o encontro entre Romero Britto e Jair Bolsonaro?
Romero Britto recorda que o encontro vinculado à entrega do quadro ocorreu durante uma agenda oficial nos Estados Unidos; suas memórias relatam referências a visitas de 2019 e mencões à entrega em 2020 nas recordações sobre o episódio. O registro faz parte do relato presente na autobiografia do artista.
Quais outras personalidades Romero Britto diz ter presenteado e qual é sua posição sobre arte e política?
Romero Britto lista personalidades como Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, João Doria e Sérgio Cabral entre quem recebeu suas obras, além de representantes da realeza britânica e políticos dos Estados Unidos. Ele sustenta que a produção artística não deve se limitar a um único posicionamento partidário: “arte é política, mas sem partido”.
Rafael Menezes