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Rosa Amorim: primeira mulher do MST na Câmara com 144 mil votos

Resumo

Rosa Amorim foi eleita deputada federal com mais de 144 mil votos e será a primeira mulher ligada ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra a ocupar cadeira na Câmara dos Deputados. Aos 26 anos e atualmente deputada estadual por Pernambuco, Amorim nasceu no Assentamento Normandia, em Caruaru, formou-se em Teatro pela UFPE e leva ao Congresso pautas sobre reforma agrária, agricultura familiar e direitos sociais.

Rosa Amorim: primeira mulher do MST na Câmara com 144 mil votos
Foto: Divulgação
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Rosa Amorim — a vitória com mais de 144 mil votos não é apenas pessoal: é simbólica para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e para a renovação da esquerda no Congresso. Aos 26 anos, a deputada eleita chega para transformar pautas do campo em proposta parlamentar, num cenário que o próprio texto descreve como mais conservador na atual composição legislativa.

Vitória histórica e origem social

Rosa Amorim nasceu em 25 de julho, data que coincidem com o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional Tereza de Benguela, e cresceu no Assentamento Normandia, em Caruaru. Filha da primeira geração assentada na área, sua trajetória pessoal é parte central do significado político de sua eleição.

Aos 26 anos, formada em Teatro pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Amorim já exercia mandato como deputada estadual por Pernambuco antes de subir para a Câmara dos Deputados. A conquista de uma vaga federal foi alcançada com ampla votação — mais de 144 mil votos — e integra um movimento maior de candidaturas ligadas ao MST.

“É um movimento que luta por terra e por dignidade de vida do nosso povo. É preciso lembrar que o MST esteve todos os dias ao lado do presidente Lula enquanto ele estava preso para garantir a eleição do Lula em 2022. Hoje a gente tem um Congresso inimigo do povo, já sabemos disso. Então ter uma bancada da luta pela terra para fazer esse enfrentamento será muito importante.”

Pautas, alianças e o que muda no Congresso

As bandeiras anunciadas por Rosa Amorim envolvem o combate à fome, a valorização da agricultura familiar, a defesa dos direitos da população negra, da comunidade LGBT+, da cultura popular e dos direitos das mulheres. Essas prioridades refletem sua trajetória em movimentos como o Levante Popular da Juventude e no departamento de Cultura da UNE.

O ingresso de candidaturas ligadas ao MST na política institucional foi destacado como reconhecimento do movimento; o texto aponta que ela é uma das oito candidaturas do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra a conquistar vaga no Senado, visão que reforça a presença ampliada do coletivo na política nacional e a aposta na renovação com quadros jovens do PT.

O que você acha? Você acredita que a presença de Rosa Amorim e de outras lideranças do MST no Congresso fará diferença nas pautas do campo e nas políticas sociais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

Quem é Rosa Amorim e qual foi sua votação para deputada federal?

Rosa Amorim é a deputada federal eleita com mais de 144 mil votos e ex-deputada estadual por Pernambuco. Aos 26 anos, nasceu no Assentamento Normandia, em Caruaru, e formou-se em Teatro pela UFPE; sua eleição marca a primeira vez que uma mulher ligada ao MST assume cadeira na Câmara dos Deputados.

Quais pautas Rosa Amorim pretende defender ao assumir a cadeira na Câmara?

Rosa Amorim pretende priorizar o combate à fome e a valorização da agricultura familiar como linhas centrais de atuação parlamentar. Sua agenda também engloba defesa dos direitos da população negra, da comunidade LGBT+, da cultura popular e dos direitos das mulheres, alinhada à trajetória no movimento social e estudantil.

Qual o significado político da eleição de Rosa Amorim para o MST?

Rosa Amorim representa para o MST a primeira mulher eleita para a Câmara dos Deputados e a ampliação da presença do movimento na política institucional. A eleição, junto a outras candidaturas do coletivo, é apresentada como um reconhecimento do movimento e como parte de uma renovação com quadros jovens da esquerda.

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POR Vinicius Balbino
Vinicius Balbino

Editor-chefe | Vinicius Balbino responde pela linha editorial do Jornal Liberdade. Coordena a curadoria, a revisão e a publicação das matérias, cuidando para que cada texto chegue ao leitor com qualidade e coerência.

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