TSE — A Corte eleitoral acionou a Meta com prazo curto e exigente, em uma medida que pode definir rumos da fiscalização sobre plataformas digitais durante a corrida eleitoral. O pedido mira possíveis limitações no alcance de publicações da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e busca documentação dos sistemas que controlam distribuição, moderação e anúncios.
Prazo de 48 horas e os itens exigidos
A decisão, proferida neste sábado (10) pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, determinou prazo de 48 horas para que a Meta esclareça se houve restrição na distribuição de conteúdo postado no perfil de Lula, exclusões de recomendação e bloqueios geográficos.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O pedido inclui também registros internos: logs de moderação, plataforma de anúncios e sinais de autenticidade de contas — elementos que, segundo a decisão, ficam sob controle exclusivo da controladora das redes.
“Os fatos narrados ocorrem em ambiente que somente a representada controla: os sistemas de distribuição de conteúdos na rede, os registros de moderação, a plataforma de anúncios e os sinais de autenticidade de contas.”
Acusações da campanha, perfis falsos e desdobramentos
A campanha do petista apontou cinco episódios de suposta interferência, incluindo impedimentos para impulsionamento de conteúdos no Instagram e interrupções no número registrado de visualizações. Em reação, a equipe afirmou que pretende levar o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) por suspeitas de interferência em favor de outro candidato.
Além das alegações sobre distribuição, o TSE requisitou informações sobre 255 perfis falsos, supostamente gerados por inteligência artificial. A campanha relata que esses perfis teriam alcançado cerca de 58 milhões de visualizações e veiculado ataques ao presidente e à primeira-dama Janja Lula da Silva.
Por meio de nota, a Meta reconheceu “problemas técnicos” e afirmou que as alegações são “falsas” e “não encontram respaldo nos fatos”, acrescentando que muitas das falhas mencionadas não afetaram exclusivamente o Brasil e que a empresa cumpre normas eleitorais e busca manter isonomia nas plataformas.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que a decisão do TSE exige da Meta sobre as postagens da campanha de Lula?
A decisão do TSE exige que a Meta apresente, em 48 horas, documentação sobre eventuais restrições na distribuição de conteúdo, exclusões de recomendação e bloqueios geográficos; o pedido abrange registros de moderação, plataforma de anúncios e sinais de autenticidade de contas, apontados como elementos sob controle da controladora.
Quais foram as acusações feitas pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva contra a Meta?
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva denunciou “seletividade algorítmica” em cinco episódios, citando impedimentos para impulsionamento no Instagram e redução no número registrado de visualizações; a equipe anunciou intenção de acionar a ANPD diante de fortes suspeitas de tentativa de interferência em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro.
Como a Meta respondeu às alegações e o que o TSE perguntou sobre perfis falsos?
A Meta reconheceu “problemas técnicos” e declarou que as alegações são “falsas” e não encontram respaldo nos fatos, afirmando que muitas falhas não foram exclusivas do Brasil; o TSE também requisitou informações sobre 255 perfis falsos gerados por IA que teriam obtido cerca de 58 milhões de visualizações.
Dimitri Lares