Flávio Bolsonaro — A ofensiva judicial mira o canal chamado "Exército do Lula" no WhatsApp, que reúne 3,3 milhões de seguidores, e já provocou determinação do Tribunal Superior Eleitoral para esclarecimentos rápidos. A manobra pode levar a decisões que afetem o ritmo da campanha e o uso de grupos de mensagens na disputa presidencial.
O pedido e o prazo imposto pelo tribunal
O processo foi distribuído ao corregedor-geral eleitoral, que concedeu prazo inicial de 72 horas para que Flávio Bolsonaro entregue informações complementares sobre o pedido de suspensão do canal. A petição original acusa o canal de coordenar “missões” de compartilhamento e de impulsionar propaganda negativa com recursos de campanha.
Guto Zacarias perde vaga ao sofrer denúncia por coação
Leia a matéria completa →
Taxista Guilherme de Holanda Campos Júnior: quatro condenados a 111 anos
Leia a matéria completa →
Médica Maria das Graças morre após pedir água em agência do INSS
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A ação menciona Lula, o vice Geraldo Alckmin e o deputado André Janones, responsável pelo grupo no WhatsApp, como alvos das medidas solicitadas por Flávio, incluindo cassação de registro ou diploma e declaração de inelegibilidade dos responsáveis.
"André Janones classificou a tentativa de suspender o canal como 'censura'. 'Detalhe: ele pediu para que seja feito em duas horas, para que, em duas horas, a gente já não tenha mais o canal. É uma tentativa clara de censura.'"
O que o tribunal exige e os próximos passos processuais
Além do pedido inicial, o tribunal pediu que Flávio detalhe se houve solicitações semelhantes em outros processos e identifique as alegadas irregularidades por publicação. Também foi determinada a apresentação, em cinco dias, de arquivos digitais originais citados na petição, organizados e identificados para conferência.
O corregedor admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e ordenou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias. O tribunal deixou claro que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações; a decisão dependerá da análise das provas.
O que você acha? Você considera justificável a tentativa de suspensão deste tipo de canal ou vê risco de censura? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que exatamente Flávio Bolsonaro pediu ao TSE sobre o canal Exército do Lula?
O pedido de Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral solicita a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp e pleiteia a cassação do registro ou diploma de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, além da declaração de inelegibilidade dos responsáveis, com alegações de uso de recursos de campanha e coordenação de compartilhamentos.
Quantos seguidores tem o canal Exército do Lula e quem o administra?
O canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne mais de 3,3 milhões de seguidores, segundo os dados apresentados no processo, e é administrado pelo deputado federal André Janones, citado como responsável pela organização das mensagens e campanhas de engajamento.
Quais prazos e exigências o TSE estabeleceu para analisar o caso?
O Tribunal Superior Eleitoral determinou que Flávio Bolsonaro apresente informações complementares em até 72 horas e que entregue, em cinco dias, os arquivos digitais originais referidos na petição. A AIJE foi admitida, e os investigados têm prazo de cinco dias para apresentar defesa antes da análise das provas.
Marcos Antonio