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Flávio Bolsonaro pede suspensão de canal com 3,3 milhões de seguidores

Resumo

Flávio Bolsonaro acionou o Tribunal Superior Eleitoral para tentar suspender o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, que reúne 3,3 milhões de seguidores, e requereu sanções contra Lula, Alckmin e responsáveis pelo canal. O TSE determinou prazo de 72 horas para informações complementares e estabeleceu etapas para apresentação de arquivos, provas e defesa antes de decidir sobre o prosseguimento.

Flávio Bolsonaro pede suspensão de canal com 3,3 milhões de seguidores
Foto: Divulgação
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Flávio Bolsonaro — A ofensiva judicial mira o canal chamado "Exército do Lula" no WhatsApp, que reúne 3,3 milhões de seguidores, e já provocou determinação do Tribunal Superior Eleitoral para esclarecimentos rápidos. A manobra pode levar a decisões que afetem o ritmo da campanha e o uso de grupos de mensagens na disputa presidencial.

O pedido e o prazo imposto pelo tribunal

O processo foi distribuído ao corregedor-geral eleitoral, que concedeu prazo inicial de 72 horas para que Flávio Bolsonaro entregue informações complementares sobre o pedido de suspensão do canal. A petição original acusa o canal de coordenar “missões” de compartilhamento e de impulsionar propaganda negativa com recursos de campanha.

A ação menciona Lula, o vice Geraldo Alckmin e o deputado André Janones, responsável pelo grupo no WhatsApp, como alvos das medidas solicitadas por Flávio, incluindo cassação de registro ou diploma e declaração de inelegibilidade dos responsáveis.

"André Janones classificou a tentativa de suspender o canal como 'censura'. 'Detalhe: ele pediu para que seja feito em duas horas, para que, em duas horas, a gente já não tenha mais o canal. É uma tentativa clara de censura.'"

O que o tribunal exige e os próximos passos processuais

Além do pedido inicial, o tribunal pediu que Flávio detalhe se houve solicitações semelhantes em outros processos e identifique as alegadas irregularidades por publicação. Também foi determinada a apresentação, em cinco dias, de arquivos digitais originais citados na petição, organizados e identificados para conferência.

O corregedor admitiu o processamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) e ordenou a notificação dos investigados para apresentarem defesa em cinco dias. O tribunal deixou claro que receber a ação não significa reconhecer a veracidade das alegações; a decisão dependerá da análise das provas.

O que você acha? Você considera justificável a tentativa de suspensão deste tipo de canal ou vê risco de censura? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Foto: Divulgação

Perguntas Frequentes

O que exatamente Flávio Bolsonaro pediu ao TSE sobre o canal Exército do Lula?

O pedido de Flávio Bolsonaro ao Tribunal Superior Eleitoral solicita a suspensão do canal "Exército do Lula" no WhatsApp e pleiteia a cassação do registro ou diploma de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, além da declaração de inelegibilidade dos responsáveis, com alegações de uso de recursos de campanha e coordenação de compartilhamentos.

Quantos seguidores tem o canal Exército do Lula e quem o administra?

O canal Exército do Lula, no WhatsApp, reúne mais de 3,3 milhões de seguidores, segundo os dados apresentados no processo, e é administrado pelo deputado federal André Janones, citado como responsável pela organização das mensagens e campanhas de engajamento.

Quais prazos e exigências o TSE estabeleceu para analisar o caso?

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que Flávio Bolsonaro apresente informações complementares em até 72 horas e que entregue, em cinco dias, os arquivos digitais originais referidos na petição. A AIJE foi admitida, e os investigados têm prazo de cinco dias para apresentar defesa antes da análise das provas.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista de esporte | Formado em Direito e apaixonado por futebol, Marcos Antonio assina as colunas de esporte do Jornal Liberdade. Traz um olhar analítico e técnico sobre os jogos e os bastidores.

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