Andes-SN — O sindicato classificou como uma “mordaça” as ações movidas pela campanha de Flávio Bolsonaro e pelo Partido Novo no Tribunal Superior Eleitoral, destacando risco à liberdade sindical e à participação política de estudantes em universidades públicas. A decisão do corregedor-geral do TSE, publicada em 15 de outubro de 2026, colocou o tema no centro de um debate sobre limites entre fiscalização eleitoral e direitos civis.
Acusações e reação do sindicato
A campanha de Flávio Bolsonaro apresentou ações que listam 54 pessoas e apontam suposto abuso de poder econômico e político e uso indevido de meios de comunicação por parte de dirigentes sindicais, estudantis e de movimentos sociais ligados a Lula e Alckmin.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O Andes-SN respondeu em nota nas redes sociais que tais medidas representam uma tentativa de constranger a atuação política das organizações e uma ameaça à democracia e à autonomia sindical.
“No dia das professoras e dos professores, o presente da candidatura de Flávio Bolsonaro é uma mordaça. A candidatura dele entrou com ações contra entidades sindicais, dirigentes sindicais e contra o movimento estudantil.”
O que o TSE determinou e documentos solicitados
O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva negou pedidos de proibição genérica ao uso de estruturas sindicais para propaganda eleitoral, alegando risco de criar um efeito inibitório sobre manifestações legítimas e aproximar-se de censura prévia.
Ainda assim, o TSE exigiu esclarecimentos ao Sintect-RJ sobre um “Comitê de Apoio à Reeleição do Presidente Lula” anunciado na sede do sindicato, pedindo informações sobre disponibilidade de instalações, equipamentos e recursos, e se o comitê segue em funcionamento.
Em outro processo, movido pelo Partido Novo, o TSE acolheu parcialmente pedidos de urgência e determinou que o Andes-SN e a APUFPR-SSind preservem registros contábeis e atas relacionados a repasses e bens desde 1º de agosto de 2026. Também pediu documentos citados em comunicados divulgados em 8 de outubro e relatórios sobre mobilizações convocadas para 15 de outubro.
O presidente do Andes-SN, Cláudio Mendonça, disse que o sindicato tem legitimidade para se posicionar na disputa e classificou as ações como tentativa de silenciamento, citando temores sobre propostas que afetariam educação, saúde e direitos trabalhistas.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que o Sindicato Nacional dos Docentes (Andes-SN) classificou as ações como uma “mordaça” da campanha de Flávio Bolsonaro?
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) afirma que ações judiciais apresentadas em 2026 pela campanha de Flávio Bolsonaro e pelo Partido Novo representam uma tentativa de restringir liberdade sindical e a atuação estudantil. Em nota publicada em 15 de outubro de 2026, o sindicato citou a inclusão de 54 pessoas entre os alvos como prova de um ataque coordenado.
O que o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva decidiu sobre pedidos que pediam restrições à atuação sindical no TSE?
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) aparece como parte afetada nas decisões do TSE, nas quais o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva rejeitou proibições genéricas para uso de estruturas sindicais, por risco de censura prévia. O TSE, porém, determinou preservação de registros desde 1º de agosto de 2026 e pediu esclarecimentos sobre atividades específicas, como o comitê anunciado no Sintect-RJ.
Quais organizações e quantas pessoas foram incluídas nas ações apresentadas por Flávio Bolsonaro?
O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) figura entre as organizações citadas, que também incluem ApufPR-SSind, Sintect-RJ, UNE, Sinasefe e Sintufrj. A petição mencionou 54 pessoas indicadas como dirigentes sindicais, estudantis e de movimentos sociais, além de apontar suposto uso de estruturas para beneficiar a chapa oposta.
Leticia Rodrigues