Campo progressista — A votação do conjunto de PT, PCdoB, PV, Psol, Rede, PSB e PDT encolheu 309,6 mil votos para a disputa da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, reduzindo a participação desse bloco nos votos válidos e apertando sua capacidade de bloquear propostas no plenário. O recuo cria um novo tabuleiro político onde costuras e acordos fora do campo se tornam decisivos para aprovar leis sensíveis.
Queda numérica e impacto imediato na bancada
A soma dos votos do campo progressista caiu de 2,1 milhões em 2022 para 1,79 milhão em 2026, fazendo a participação desse conjunto passar de 34,18% para 29,39% dos votos válidos. Na prática, a representação encolheu de 19 para 17 deputados em uma Assembleia com 55 cadeiras.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Essa redução não é uniforme: a federação Brasil da Esperança perdeu 193,7 mil votos e viu sua bancada ir de 12 para dez cadeiras; o PT isoladamente registrou queda de 184,3 mil votos e passou de 11 para nove eleitos.
"Uma narrativa reacionária" tem se consolidado no estado, sugerindo mudanças de agenda que podem incluir venda de ativos e endurecimento de políticas de segurança, alerta Jorge Branco, doutor em Ciência Política da UFRGS.
Avanços da direita e reorganização das legendas
Do outro lado do espectro, o PL cresceu de 519.833 para 1.195.077 votos — um avanço de 675,2 mil votos — e ampliou sua bancada de cinco para 12 cadeiras, elevando sua participação de 8,44% para 19,57% dos votos válidos. Esse salto concentra mais força parlamentar na legenda ligada ao governador eleito, deslocando o equilíbrio entre direita e extrema direita.
O PSD também registrou ganhos: subiu 376,5 mil votos e ampliou sua bancada de uma para cinco cadeiras. Em contraste, a federação PSDB–Cidadania perdeu 424,8 mil votos e despencou de cinco para uma cadeira. Outros recuos incluem Republicanos (menos 96,8 mil votos, de cinco para quatro deputados) e a soma PP + União Brasil (menos 120,8 mil votos, de dez para oito cadeiras).
Mudanças de filiação e candidaturas individuais contribuíram para o redesenho: nomes como Valdeci Oliveira e Laura Sito concorreram à Câmara dos Deputados, e Luiz Fernando Mainardi deixou a corrida estadual ao assumir a Prefeitura de Bagé — o trio havia somado 164,1 mil votos para estadual em 2022. Bruna Rodrigues, eleita pelo PCdoB com 51.865 votos em 2022, disputou pelo PSB e teve 17.315 votos, ficando fora da Assembleia; o PCdoB mantém cadeira com Humberto Matos, eleito com 40.122 votos.
O Psol e a federação Psol–Rede ampliaram votos — de 288.839 para 325.270, ganho de 36,4 mil — e a legenda elegendo figuras como Karen Santos, além da reeleição de Luciana Genro e Matheus Gomes. Ainda assim, esse crescimento não compensou as perdas acumuladas pelo conjunto progressista.
Foto: Divulgação
Com 55 deputados na Assembleia, as legendas que apoiam o governador eleito juntas somam 27 cadeiras. Para aprovar projetos de lei complementar será necessário angariar apoios fora dessa base; para alterar a Constituição estadual são exigidos mais seis votos além das 27 cadeiras, o que coloca negociações e acordos parlamentares no centro da estratégia governista.
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Perguntas Frequentes
Quantos votos o campo progressista perdeu para a Assembleia do Rio Grande do Sul entre 2022 e 2026?
O campo progressista perdeu 309,6 mil votos para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul entre 2022 e 2026, recuando de 2,1 milhões para 1,79 milhão de votos. Essa redução fez a participação passar de 34,18% para 29,39% dos votos válidos e reduziu a bancada de 19 para 17 deputados.
De que maneira o PL alterou a composição da Assembleia do RS nesta eleição?
O PL aumentou de 519.833 para 1.195.077 votos, um ganho de 675,2 mil votos que levou a legenda de cinco para 12 cadeiras na Assembleia do RS. Esse crescimento elevou sua participação de 8,44% para 19,57% dos votos válidos e reforçou sua influência dentro do campo da direita.
Quais partidos mais cresceram e quais recuaram na nova composição da Assembleia do RS?
Na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o PSD cresceu 376,5 mil votos e ampliou a bancada de uma para cinco cadeiras, enquanto a federação PSDB–Cidadania perdeu 424,8 mil votos e caiu de cinco para uma cadeira. Brasil da Esperança perdeu 193,7 mil votos (12 para 10 cadeiras); PT teve queda de 184,3 mil votos (11 para 9); PSB e PDT também registraram recuos.
Rafael Menezes