Ceará — O estado passou a contar com um equipamento de georradar que identifica túneis e escavações sem necessidade de escavações físicas, uma alteração operacional que promete reforçar o controle em presídios e reduzir brechas usadas por facções. A entrega ocorreu na quarta-feira (14) e faz parte de um pacote tecnológico voltado ao enfrentamento do crime organizado.
Tecnologia a serviço do controle: como e onde será usada
O georradar opera mapeando alterações no subsolo para localizar túneis, galerias e outras intervenções estruturais sem perfurar o terreno, o que acelera inspeções e reduz custos operacionais nas unidades prisionais.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O equipamento entregue veio acompanhado de três kits de varredura e três drones, que serão empregados no monitoramento externo e terão alcance de monitoramento de até 1,5 km em torno das unidades, com capacidade para identificar placas de veículos e sinais de Wi‑Fi associados a dispositivos eletrônicos.
“O sistema penitenciário tem que funcionar como um sistema para ressocializar, para recuperar vidas, para que essas pessoas voltem para o convívio social. Isso não é ingenuidade nenhuma, isso é obrigação do Estado porque não há prisão perpétua, não há pena de morte, essas pessoas vão voltar para o convívio social... E é a obrigação do Estado oferecer condições para que elas voltem melhores. Mas também, ao mesmo tempo, [o presídio] não pode funcionar como escritório do crime. (...) É possível conviver perfeitamente: ordem, disciplina e ressocialização.”
Investimentos, cronograma e o Laboratório de Inteligência
O governo federal liberou R$ 2 milhões para os equipamentos entregues em Fortaleza, com previsão de aplicar cerca de R$ 23 milhões no Ceará até o fim de 2026 na compra de raio‑X, scanners corporais, detectores manuais de metal e outros itens para inspeção.
Além da entrega, foi assinado um protocolo de intenções para implantar no estado o primeiro Parque de Testagem do Laboratório de Inteligência do país. A estimativa é que as primeiras iniciativas sejam articuladas a partir de novembro, com o objetivo de experimentar e validar tecnologias antes de uma adoção mais ampla em outras unidades do país.
O novo dispositivo integra uma estratégia nacional que inclui medidas administrativas e normativas para agilizar o bloqueio de celulares e meios de comunicação ilegais em presídios, parte de um esforço mais amplo para dificultar a atuação das organizações criminosas dentro das unidades.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Como o georradar entregue ao Ceará identifica túneis e escavações em presídios?
O georradar entregue ao Ceará detecta túneis e galerias ao mapear anomalias no subsolo sem escavação física; a entrega de quarta‑feira (14) incluiu três kits de varredura e três drones, equipamentos que permitem inspeção mais rápida e menos invasiva em nove unidades prisionais contempladas inicialmente.
Quantas unidades prisionais no Ceará serão controladas com os novos equipamentos?
O georradar e os demais equipamentos no Ceará serão utilizados para reforçar o controle em nove unidades prisionais, com drones capazes de monitorar até 1,5 km de raio e detectar placas de veículos e sinais de Wi‑Fi; há previsão de investimentos de cerca de R$ 23 milhões no estado até o fim de 2026.
Quando o Laboratório de Inteligência no Ceará começará a operar e qual é o cronograma?
O Laboratório de Inteligência no Ceará deve começar a articular as primeiras iniciativas a partir de novembro, segundo o protocolo assinado; o parque de testagem servirá para experimentar tecnologias de inteligência penal envolvendo profissionais do sistema penal, universidades e empresas antes de escaloná‑las nacionalmente.
Marcos Antonio