Vereadora Cely Arrais — a nova denúncia formalizada pelo Ministério Público do Estado do Ceará reacende o caso do assassinato ocorrido em 2017 em Bom Nome, Aiuaba, ao apontar que os cinco homens indiciados teriam mantido contato e articulação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). A medida foi protocolada na última quinta-feira (22), nove anos após o crime.
Denúncia detalha funções e suposta articulação com o PCC
A peça acusatória descreve papéis atribuídos a cada um dos cinco denunciados: Antônio Neves Pereira ("Sr. Tonho"), Francisco André Gonçalves Feitosa, Francisco Elton da Silva Sousa ("Teta do Felipe"), Antônio Eldo Nogueira de Sousa ("Eldo do Felipe") e Antônio de Araújo Chaves Neto ("Tonho da Ronda").
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Segundo a denúncia, Neves teria orquestrado a execução; André teria fornecido transporte e apoio logístico; Elton e Eldo são apontados como responsáveis por monitorar a vítima e levantar informações; e Chaves Neto teria dado suporte ao grupo. As investigações relacionam ainda o grupo a contatos com membros do PCC.
A morte de Cely Arrais ocorreu em um contexto de vingança iniciada após uma execução datada de 2016, alguns meses antes do crime. A violência teria se dado ainda por rivalidade entre famílias, disputas políticas e interesses econômicos.
Como ocorreu o crime e o contexto de violência familiar
O atentado contra a vereadora foi registrado em vídeo divulgado posteriormente, que mostra um carro modelo Palio estacionando em frente à residência de Cely e sete homens armados e encapuzados saindo do veículo — ao menos três usando coletes. O episódio aconteceu na localidade de Bom Nome, onde a família já vivia um histórico de confrontos e retaliações.
O histórico de violência envolvendo a família Arrais remonta aos anos 2000. O pai de Cely, Júlio Luis Arrais, foi morto em 2001 na cidade de Pio IX (Piauí). Em 2003, dois irmãos — Juleucy Alves Arrais e Juciley Alves Arrais — foram assassinados em Bom Nome; em 2004, outros parentes próximos também foram mortos. Investigações indicam que retaliações se intensificaram após a morte de 'Marcos Baladeira' em outubro de 2016.
Menos de um mês após o crime que vitimou Cely, o marido dela, Francisco Alves de Sousa ('Josa'), foi assassinado no bairro Bela Vista, em Fortaleza, em um ataque em que suspeitos desceram de um Corolla e dispararam contra a vítima. Há menção ainda a outros homicídios ligados ao ciclo de violência na região, incluindo a execução de José Valmir de Sousa, ex-vereador de Aiuaba, em setembro de 2016.
Um policial militar chegou a ser investigado por suposta participação em esquemas de milícia e por ligação ao homicídio, mas não consta na denúncia apresentada pelo MPCE.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Quem são os cinco homens denunciados pela morte da vereadora Cely Arrais e quais acusações pesam sobre eles?
Os cinco homens denunciados pela morte da vereadora Cely Arrais são Antônio Neves Pereira ("Sr. Tonho"), Francisco André Gonçalves Feitosa, Francisco Elton da Silva Sousa ("Teta do Felipe"), Antônio Eldo Nogueira de Sousa ("Eldo do Felipe") e Antônio de Araújo Chaves Neto ("Tonho da Ronda"). A denúncia, oferecida pelo MPCE em 22, atribui a Neves a suposta orquestração, a André apoio e transporte, a Elton e Eldo vigilância da vítima e a Chaves Neto função de apoio.
Quando e onde ocorreu o assassinato de Cely Arrais e que evidências registraram o crime?
O assassinato de Cely Arrais ocorreu em 2017 na localidade de Bom Nome, em Aiuaba. Um vídeo obtido e divulgado em 2019 mostra um Palio parando em frente à casa e sete homens armados e encapuzados descendo do veículo; pelo menos três usavam coletes. Esses elementos constam nos autos do inquérito que embasaram a denúncia apresentada em 22.
Qual é o histórico de violência na família de Cely Arrais e como isso se relaciona ao caso?
A família de Cely Arrais acumula registros de homicídios desde os anos 2000: o pai, Júlio Luis Arrais, foi morto em Pio IX (PI) em 2001; dois irmãos, Juleucy e Juciley, foram assassinados em Bom Nome em 2003; outros parentes morreram em 2004. Investigações apontam que retaliações e disputas locais se intensificaram após a morte de "Marcos Baladeira" em outubro de 2016, contexto que precedeu o atentado contra a vereadora.
Leticia Rodrigues