Eleitor brasileiro — a reta final da campanha e a proximidade do segundo turno colocam o eleitor no centro de uma vulnerabilidade: conteúdos alarmistas, manipulados por inteligência artificial ou espalhados em correntes de mensagem podem confundir sobre regras de votação, seções e até pesquisas, com risco real de influenciar decisões no dia da eleição.
Levantamento mostra mudança no perfil da desinformação
Um estudo da Agência Lupa, publicado em 15 de outubro, analisou 310 afirmações em 2026 e identificou maior presença de conteúdos que criam sinais de apoio, rejeição ou vantagem de candidatos, enquanto alegações sobre procedimentos de votação caíram.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A pesquisa detalha que, em 2026, 230 checagens foram relativas a declarações de atores políticos e 80 a conteúdos que circularam nas redes; a comparação histórica incluiu 367 registros de 2022 e 581 de 2018, e pela primeira vez a inteligência artificial aparece como recurso de desinformação.
“Em períodos eleitorais, esse tipo de conteúdo tende a ganhar força, o que torna ainda mais importante adotar uma postura crítica, e buscar fontes confiáveis para verificar a informação.” — Ítalo Rômany
Como checar e quais riscos observar
Ao receber mensagens sobre local de votação, mudança de seção, horário ou documentos exigidos, a orientação é desacelerar, desconfiar de apelos emocionais e consultar canais oficiais da Justiça Eleitoral e o aplicativo e‑Título antes de clicar em links recebidos.
Especialistas também destacam que imagens, áudios e vídeos manipulados exigem verificação específica: busca reversa para fotos, transcrição e averiguação de autoria para áudios, e atenção a indícios físicos em vídeos; ferramentas automáticas podem ajudar, mas não substituem a checagem da origem.
O que você acha? Você acha que a desinformação pode alterar o comportamento dos eleitores no segundo turno? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Como o levantamento da Agência Lupa descreve a mudança na desinformação eleitoral em 2026?
A Agência Lupa, em relatório de 15 de outubro, aponta que a desinformação em 2026 passou a incluir mais conteúdos que inventam apoio ou rejeição a candidatos; dos 310 casos analisados, 230 foram checagens de declarações políticas e 80 foram verificações de conteúdos nas redes, comparados a 367 registros em 2022.
Quais comportamentos os eleitores devem adotar ao receber uma mensagem urgente sobre votação?
Os eleitores devem consultar o eleitor brasileiro diretamente nos canais oficiais da Justiça Eleitoral e no aplicativo e‑Título antes de repassar informações; a recomendação inclui não clicar em links externos recebidos por mensagens e checar se há cobertura jornalística confiável sobre a alegação.
De que forma a inteligência artificial tem sido usada na desinformação eleitoral?
A inteligência artificial, registrada pela primeira vez como recurso relevante no relatório de 2026, tem sido usada para gerar imagens, áudios e vídeos sintéticos; especialistas apontam que essa acessibilidade aumenta a dificuldade de identificação e reforçam a necessidade de verificar origem e cruzar evidências antes de acreditar ou compartilhar.
Leticia Rodrigues