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Isabelle Caracristi: MPCE pede arquivamento sobre indução ao suicídio

Resumo

O Ministério Público do Ceará solicitou, em 14 de outubro, o arquivamento da investigação sobre a suspeita de indução ao suicídio relacionada à morte da estudante Isabelle Caracristi, ocorrida em Fortaleza. A apuração envolvia o namorado, João Munhoz Neto, e será analisada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. Persistem apurações por violência psicológica e possível fraude processual, que ainda serão avaliadas.

Isabelle Caracristi: MPCE pede arquivamento sobre indução ao suicídio
Foto: Divulgação
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Isabelle Caracristi — o Ministério Público do Ceará pediu o arquivamento da investigação sobre a suspeita de indução ao suicídio, mudando o foco do processo e obrigando a Justiça a decidir se aceita essa manifestação. A solicitação não encerra todas as linhas de apuração e mantém em aberto outras acusações contra o investigado.

Fundamento do pedido: falta de provas e vínculo jurídico

O parecer ministerial aponta que não há nos autos elementos suficientes para demonstrar que houve intenção deliberada ou assunção consciente do risco por parte de João Munhoz Neto para configurar indução ao suicídio.

A análise refere-se à ausência de evidências testemunhais, documentais, periciais ou materiais que estabeleçam um vínculo causal juridicamente relevante entre a conduta atribuída e a morte de Isabelle.

“Nosso cliente sempre tratou Isabelle com carinho e afeto. Como um relacionamento tão breve, de apenas cerca de 30 dias, poderia ter gerado o quadro que estão alegando? Acreditamos que há uma tentativa de transferir para o nosso cliente problemas e questões que ela muito provavelmente já vivia anteriormente.”

Outras acusações, investigação e próximos passos

A Polícia Civil indiciou João por violência psicológica contra a mulher e por fraude processual ao concluir o inquérito, mas não o indiciou pelo crime de indução ao suicídio. Essas suspeitas seguem sob avaliação do Ministério Público, com possibilidade de oferecimento de denúncia.

Os autos mostram que a investigação foi conduzida por um Grupo Especial de Investigação (GEI). Foram ouvidas 29 pessoas, produzidos 17 laudos periciais e analisados cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança. O inquérito foi concluído em 30 de setembro.

Isabelle Caracristi morreu em 13 de setembro em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, e o caso ganhou repercussão após a mãe da estudante cobrar esclarecimentos publicamente. João foi preso preventivamente em 22 de setembro e liberado em 1º de outubro mediante medidas cautelares, incluindo monitoramento por tornozeleira eletrônica.

O pedido de arquivamento apresentado pelo Ministério Público será submetido à 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, que analisará se acolhe a manifestação ou se determina diligências adicionais. A tramitação das demais acusações seguirá de forma separada, conforme o rito aplicável.

Foto: Divulgação

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Perguntas Frequentes

O que significa o pedido de arquivamento do MPCE no caso Isabelle Caracristi?

No caso de Isabelle Caracristi, o pedido de arquivamento do Ministério Público do Ceará solicita que a investigação sobre a suspeita de indução ao suicídio seja encerrada por ausência de provas capazes de sustentar essa acusação. A manifestação foi enviada em 14 de outubro e será analisada pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza.

Quais acusações ainda pesam sobre João Munhoz Neto após o pedido do MPCE?

No processo envolvendo Isabelle Caracristi, João Munhoz Neto permanece indiciado por violência psicológica contra a mulher e por fraude processual, conforme o inquérito policial. Esses dois pontos ainda serão examinados pelo Ministério Público, que pode oferecer denúncia; ele esteve preso preventivamente entre 22 de setembro e 1º de outubro.

Como foi a investigação sobre a morte de Isabelle Caracristi e que provas foram analisadas?

A investigação sobre Isabelle Caracristi foi conduzida por um Grupo Especial de Investigação que ouviu 29 pessoas, produziu 17 laudos da Perícia Forense do Ceará e examinou cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança. O inquérito foi concluído em 30 de setembro e apontou precipitação voluntária nos laudos periciais.

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POR Samuel Vitor
Samuel Vitor

Social media e notícias em tempo real | Samuel Vitor cuida da presença do Jornal Liberdade nas redes sociais e da publicação minuto a minuto. Fica de olho no que viraliza e leva a notícia ao público assim que ela acontece.

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