Márcio Canella — a prisão pela Polícia Federal marca um novo capítulo na apuração sobre a relação entre agentes públicos e grupos armados no Rio de Janeiro e pode afetar diretamente a validade do seu mandato como deputado estadual eleito.
Prisão e as acusações centrais
A Polícia Federal prendeu Márcio Canella na 8ª fase da operação Unha e Carne, que investiga suposta colaboração entre agentes públicos e organizações criminosas no estado do Rio de Janeiro.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O inquérito aponta negociações com o Comando Vermelho e vínculos com milicianos em Belford Roxo, além de acordos que teriam permitido a retirada temporária de barricadas para viabilizar obras públicas com finalidade político-eleitoral.
“com o escopo exclusivo de viabilizar a execução de obras urbanísticas públicas e sua subsequente exploração político-eleitoral midiática pela prefeitura”
Impacto eleitoral e contexto político
Márcio Canella foi o segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa (Alerj) em 4 de outubro, somando 197.178 votos; um levantamento da FGV aponta que 83% desses votos vieram de áreas controladas por grupos armados.
Como o registro eleitoral foi deferido, a eventual revogação do registro pode impedir sua diplomação e levar à transferência desses votos para a Federação União Progressista (União e PP). Um recurso no Tribunal Superior Eleitoral ainda aguarda julgamento.
Canella renunciou em abril à prefeitura de Belford Roxo para concorrer ao Senado com apoio de Flávio Bolsonaro; a pré-candidatura ao Senado foi depois abandonada, e ele já havia sido preso em flagrante em julho, quando um fuzil foi apreendido em seu carro. O ministro do STF Alexandre de Moraes revogou a prisão preventiva e medidas cautelares impostas na ocasião.
A operação também relaciona a apuração a um esquema de lavagem de dinheiro via rede de postos na região metropolitana, que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos — um dos eixos da investigação em curso.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Do que Márcio Canella é acusado pela Polícia Federal?
Márcio Canella é apontado pela Polícia Federal por supostos acordos com o Comando Vermelho e por vínculos com milicianos em Belford Roxo. A investigação, na 8ª fase da operação Unha e Carne, inclui apurações sobre a negociação de retirada de barricadas e suspeitas de facilitação eleitoral em troca de controle territorial.
O que pode acontecer com os 197.178 votos de Márcio Canella se o registro for cassado?
Os 197.178 votos obtidos por Márcio Canella podem ser transferidos para a Federação União Progressista (União e PP) caso o registro seja revogado e ele não seja diplomado. No momento, um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não foi julgado, o que mantém a situação eleitoral em aberto.
Qual é a relação política entre Márcio Canella e Flávio Bolsonaro?
Márcio Canella teve o apoio de Flávio Bolsonaro na tentativa de concorrer ao Senado, com Rogéria Bolsonaro indicada como primeira suplente da chapa; ele renunciou à prefeitura de Belford Roxo em abril e desistiu da pré-candidatura após prisão em flagrante em julho, quando um fuzil foi apreendido em seu veículo.
Rafael Menezes