OpenAI — a empresa relatou à Polícia Federal que encontrou, em conversas no ChatGPT, ao menos dois usuários que manifestaram intenção de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. A notificação às autoridades vem acompanhada do encaminhamento de material que agora pode motivar investigações.
O que os alertas detalham
Os documentos indicam que as interações foram consideradas de alto risco, com menção explícita a uma “possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”. Em um dos casos, o usuário trocava mensagens com a IA desde janeiro e relatou ter visto Lula em um comício em setembro, a cerca de 400 metros.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →No mesmo diálogo, conforme o material, o usuário disse ter vontade de atirar na cabeça do presidente, perguntou sobre as consequências penais e enviou foto de uma torre que, segundo ele, ofereceria bom ângulo. Também fez menções a rota de fuga, binóculos e a intenção de usar um AR-15 com luneta.
“possível emergência com risco de morte ou lesão física grave”
Consequências e contexto histórico
A OpenAI encerrou a conta de um dos usuários no início de outubro e repassou os dados à Polícia Federal. O diretor-geral da empresa, Andrei Rodrigues, encaminhou o material ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que decidirá sobre a abertura de dois inquéritos: um por suspeita de ameaça e injúria e outro por ameaça ao presidente.
O material também indica manifestações de apoio a regimes autoritários e “fantasias violentas”, segundo as autoridades; o crime de ameaça tem pena prevista de detenção de um a seis meses ou multa. A OpenAI informou que aciona autoridades quando há risco real de dano e que notificou o Tribunal Superior Eleitoral conforme seu plano de conformidade eleitoral.
Historicamente, houve precedentes em que alertas da empresa chegaram a autoridades brasileiras — em junho, um caso envolvendo planejamento de crime contra um menor resultou em prisão após repasse de informações entre agências internacionais e polícia local. Em entrevista, o chefe de políticas públicas da OpenAI para a América Latina, Bruno Lewicki, apontou que o Brasil será um teste relevante para o uso de IA em eleições.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Por que a OpenAI acionou a Polícia Federal sobre conversas no ChatGPT?
OpenAI acionou a Polícia Federal porque os documentos apontam que ao menos dois usuários manifestaram intenção de atacar ou ameaçar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, configurando, segundo a empresa, indícios de risco real de dano. Uma conta foi encerrada no início de outubro e os dados foram repassados às autoridades.
O que os diálogos relatados pela OpenAI mostram sobre o usuário que viu Lula em um comício?
OpenAI descreve nos documentos um usuário que mantinha conversas desde janeiro e afirmou ter visto Lula em setembro a cerca de 400 metros de distância; o mesmo usuário expressou vontade de atirar na cabeça do presidente, perguntou sobre pena, enviou foto de uma torre e mencionou uso de AR-15, rota de fuga e binóculos.
Quais medidas legais podem surgir após o alerta da OpenAI?
OpenAI encaminhou o material ao ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que avaliará a abertura de dois inquéritos — um por suspeita de ameaça e injúria e outro por ameaça contra o presidente; o crime de ameaça prevê pena de detenção de um a seis meses ou multa, e o TSE foi notificado conforme plano de conformidade eleitoral.
Vinicius Balbino