Sergio Moro — a ausência de qualquer menção a comunidades quilombolas no plano de governo para 2027–2030 coloca em xeque como direitos e serviços serão priorizados caso o candidato assuma o comando do estado. Com 46,2% das intenções de voto no levantamento mais recente do Instituto Paraná Pesquisas, a falta de medidas explícitas tem implicações práticas para territórios vulneráveis.
O vácuo no texto e o contraste entre candidaturas
Nas 91 páginas do documento apresentado por Sergio Moro não há referências a políticas específicas para quilombolas, nem a ações sobre titulação, saneamento ou programas de renda que atendam esses territórios.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Entre os oito concorrentes ao governo, quatro citam explicitamente as comunidades: Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD) e Tayná Miessa (UP). O candidato do PSD, apoiado pelo atual governador Ratinho Júnior, menciona linhas de crédito; Tayná propõe água, energia e saneamento; o PSTU registra 13 menções, muitas centradas em titulação.
“A ausência mostra que, para esses candidatos, nossos territórios, nossas escolas, nossos modos de vida e a violência que enfrentamos diariamente não foram considerados dignos de compromisso.” — Bel Cabral, liderança quilombola, sobre a falta de menções no plano de governo.
Impactos concretos e entraves históricos
As consequências já se manifestaram no terreno: fortes chuvas e enchentes no Vale do Ribeira afetaram famílias quilombolas, deixando o quilombo Estreitinho, em Adrianópolis, isolado e sem travessia segura sobre o Rio Pardo, além de prejudicar a energia e a produção de leite, principal renda.
O Paraná registra 68 comunidades quilombolas em 22 municípios, segundo dados do IBGE; apenas a comunidade Paiol de Telha, em Reserva do Iguaçu, possui título coletivo parcial. Falta no estado uma normativa própria para titulação, e o Decreto estadual nº 3.534 (2019) criou um grupo que não chegou a se reunir.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Por que a falta de menção a quilombolas no plano de Sergio Moro preocupa comunidades do Paraná?
Sergio Moro não incluir comunidades quilombolas nas 91 páginas do plano para 2027–2030, o que preocupa porque territórios como o quilombo Estreitinho foram isolados por enchentes recentes no Vale do Ribeira e dependem de políticas específicas de infraestrutura, saúde e titulação para garantir serviços básicos e renda, como a produção de leite.
Quais candidatos ao governo do Paraná mencionam quilombolas e que propostas trazem?
No Paraná, Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD) e Tayná Miessa (UP) citam quilombolas. O PSTU faz 13 menções, Requião aborda juventude e proteção de saberes, Sandro Alex fala em financiamentos e linhas de crédito, e Tayná apresenta propostas de água, energia, saneamento, saúde e educação.
Como está a situação da titulação de terras quilombolas no estado?
O Paraná tem 68 comunidades quilombolas em 22 municípios, com titulação coletiva parcial apenas em Paiol de Telha; não há regulamentação estadual específica e o grupo criado pelo Decreto nº 3.534 (2019) nunca se reuniu. Há também uma Ação Civil Pública movida em maio pela comunidade João Surá e decisão da 11ª Vara Federal de Curitiba de 13 de agosto cobrando avanço na titulação.
Beatriz Farias