Tarcísio de Freitas — a rotina de publicações do governador nas redes sociais virou foco político e de segurança pública: ao mesmo tempo em que impulsiona material de campanha para Flávio Bolsonaro e critica a manifestação na Avenida Paulista, ele não se pronunciou publicamente sobre duas ocorrências em São Paulo nas quais vítimas foram alvejadas por dezenas de tiros por policiais militares.
Campanha, vídeo descontextualizado e ordem do tribunal eleitoral
Nas publicações, Tarcísio tem compartilhado um vídeo que foi veiculado como se fosse do ato a favor da reeleição de Lula na Avenida Paulista, em São Paulo. Checagens apontaram que a gravação já circulava em perfis argentinos e chilenos no sábado (10), um dia antes do protesto.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O Tribunal Superior Eleitoral determinou a retirada de publicações que associavam o ato a consumo de drogas, depredação e apoio a movimentos terroristas, com remoção de posts específicas em até 24 horas. O material compartilhado por Tarcísio permaneceu em sua conta no X e também chegou a ser postado em um canal de campanha no WhatsApp, sendo apagado depois de questionamentos.
“Eu fico com a manifestação do verde e amarelo, das famílias, dos idosos, das crianças, daqueles que trabalham e produzem”
Mortes por disparos de policiais em São Paulo
Em Moema, na zona sul, Gustavo Munis de Santana, 20 anos, foi atingido durante uma abordagem policial; quatro policiais dispararam 45 vezes contra ele, que levou pelo menos 27 tiros. O objeto apontado pelos agentes teria sido confundido com arma de fogo, segundo o boletim de ocorrência. Os quatro foram afastados e as investigações correm na Polícia Civil e na Polícia Militar.
No caso da Vila Dionísia, na zona norte, Antonio Nunes Batista, 40 anos, morreu após ser atingido por ao menos 24 tiros. Imagens gravadas por testemunhas mostram Antonio sendo imobilizado com uma arma de choque e, ainda caído no chão, sendo alvo dos disparos. Três policiais relataram ter disparado para conter uma suposta ameaça; o registro aponta que esses agentes não utilizavam câmeras corporais.
Quase 60 horas após a morte de Gustavo, a íntegra das imagens das câmeras corporais dos policiais ainda não havia sido enviada à Polícia Civil; as armas envolvidas em ambos os casos foram apreendidas para perícia, e a Corregedoria acompanha as apurações.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que aconteceu com Gustavo Munis de Santana e como Tarcísio de Freitas reagiu?
Tarcísio de Freitas não se manifestou sobre a morte de Gustavo Munis de Santana, 20 anos, ocorrida em Moema, zona sul de São Paulo. Gustavo foi atingido por pelo menos 27 tiros em uma sequência em que quatro policiais dispararam 45 vezes; os agentes foram afastados e o caso está sob investigação da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Qual foi a decisão do Tribunal Superior Eleitoral sobre o vídeo que Tarcísio de Freitas compartilhou?
Tarcísio de Freitas teve postagem que deu origem à representação mantida em sua conta, mas não foi incluído entre os alvos da ação; o Tribunal Superior Eleitoral, na segunda-feira (12), determinou a retirada de publicações que associavam o ato na Avenida Paulista ao consumo de drogas, à depredação e a movimentos terroristas, com prazo de 24 horas para remoção de conteúdos especificados.
Onde o vídeo compartilhado por Tarcísio de Freitas circulava antes do ato na Avenida Paulista?
O vídeo compartilhado por Tarcísio de Freitas já circulava em perfis na Argentina e no Chile no sábado (10), um dia antes do protesto na Avenida Paulista; checagens não conseguiram identificar onde a gravação foi feita, a identidade da mulher mostrada nem qual substância aparece nas imagens, o que confirma a descontextualização do material.
Beatriz Farias