Vereadora Jucely Alves Arrais — a morte da parlamentar, ocorrida em 21 de fevereiro de 2017 em Aiuaba, volta ao foco após a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Ceará contra cinco homens. Quase dez anos após o crime, a peça acusatória detalha funções atribuídas aos suspeitos e liga o atentado a conflitos locais que abalaram famílias políticas da região.
Acusação formal e papel dos investigados
A peça ministerial, assinada por integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Promotoria de Justiça de Aiuaba, descreve cinco denunciados com papéis distintos na execução do crime.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Segundo a denúncia, um dos alvos teria fornecido suporte logístico, dois teriam feito o monitoramento da rotina da vítima e preparado o atentado, e outro teria conduzido o veículo de apoio. A acusação sustenta-se em imagens de videomonitoramento e em material apreendido nos celulares dos suspeitos.
"Segundo o Ministério Público do Estado do Ceará, o crime teria sido motivado por conflitos familiares, políticos e econômicos."
O atentado e o contexto de violência em Aiuaba
O ataque contra Jucely Alves Arrais ocorreu na localidade de Bom Nome, quando um carro modelo Palio parou em frente à casa da vereadora e homens encapuzados saíram do veículo. As imagens do dia mostram pelo menos sete agressores, alguns usando coletes, e a presença de um segundo carro que já estava no local.
Nas filmagens, os motoristas de ambos os veículos permanecem do lado de fora atuando como vigilantes, enquanto os executores realizam disparos sem entrar na residência; a ação dura pouco mais de meio minuto. O vídeo foi obtido e registrado em 2019, integrando as provas citadas na denúncia.
A morte de Jucely fez parte de uma sequência de ataques que atingiu famílias influentes em Aiuaba naquele período. Um mês antes do homicídio, o irmão da vereadora, Juleudy Alves Arrais, foi morto; menos de um mês depois, o marido dela, Francisco Alves de Souza — conhecido como "Josa" — também foi assassinado em Fortaleza. Em 2016, outro parente político, José Valmir de Sousa, havia sido executado durante um comício, seguindo a série de ataques que marcou a região.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
Quem foi denunciado pela morte da vereadora Jucely Alves Arrais e quais funções são atribuídas a cada acusado?
A vereadora Jucely Alves Arrais teve cinco homens denunciados pelo Ministério Público do Estado do Ceará. A acusação descreve um suspeito com função de apoio logístico, dois envolvidos no monitoramento e preparação do atentado, outro como condutor do veículo de apoio e familiares que deram suporte operacional, segundo a peça assinada pelo Gaeco e pela Promotoria de Aiuaba.
Onde e como ocorreu o assassinato de Jucely Alves Arrais, e o que as imagens mostram?
O assassinato de Jucely Alves Arrais ocorreu em 21 de fevereiro de 2017, na localidade de Bom Nome, em Aiuaba. As imagens registradas mostram um Palio estacionando, sete homens encapuzados desembarcando — pelo menos três com coletes — e um segundo carro já posicionado; a ação, com motoristas em guarda, dura pouco mais de meio minuto, segundo o material juntado ao processo.
Qual motivação o Ministério Público aponta para o ataque que matou Jucely Alves Arrais?
O Ministério Público do Estado do Ceará apontou que o ataque que matou Jucely Alves Arrais teria sido motivado por conflitos familiares, políticos e econômicos, caracterizando-se como retaliação pela morte de um membro da família de dois dos denunciados. A vítima integrava um ciclo de atentados que atingiu familiares políticos entre 2016 e 2017.
Mariana Costa