Flávio Bolsonaro — um levantamento sobre indicações orçamentárias mostra que emendas do parlamentar financiaram pagamentos a um instituto que teve sua existência questionada pela Receita Federal, a empresas alvo de investigação policial e projetos esportivos sob análise de órgãos de controle, com valores que vão de centenas de milhares a milhões de reais.
Instituto declarado “inexistente” e consequências locais
Em 2024, o senador destinou R$ 3,1 milhões para atenção básica em Mesquita; desse total, R$ 666 mil foram pagos ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP) em agosto de 2025.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Em junho deste ano, a Receita Federal enquadrou o IMP como “inexistente de fato”, apontando indícios de constituição para prática de fraude fiscal. Em 2025 o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro registrou suspeitas sobre contratos entre a prefeitura de Mesquita e o instituto, citando ausência de estudos técnicos e indícios de conluio.
“Sobre a destinação de emendas parlamentares, nem o senador ou qualquer assessor do gabinete indicam empresas para os beneficiários. A atuação do gabinete limita-se às atribuições institucionais relacionadas à indicação das emendas, de acordo com a legislação e critérios de cada ministério... Eventuais irregularidades devem ser apuradas pelos órgãos de controle, como determina a lei.”
Empresas investigadas, operações policiais e projetos sob fiscalização
Emendas do mesmo grupo também abasteceram convênios que pagaram empresas hoje citadas em investigação da Polícia Federal por suspeitas de fraude em licitações para equipamentos de proteção balística: a Glágio do Brasil recebeu R$ 569 mil entre maio e junho; a Inbra-Tecnologia teve R$ 1,1 milhão no mesmo convênio.
As empresas ligadas a essas apurações foram alvo de buscas na Operação Perfídia, deflagrada em setembro de 2023, e a investigação corre sob sigilo. Outros pagamentos ligados a emendas incluem R$ 200 mil ao Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (IFOP) para projeto esportivo em Taquara e R$ 6,61 milhões à Valle Sul para obras no aeroporto de Resende.
Além disso, uma emenda de R$ 4 milhões destinada a projeto esportivo vinculado ao Vasco da Gama em 2025 entrou em apuração da Controladoria-Geral da União; dos gastos analisados, R$ 684 mil (93% do que foi executado) foram pagos a uma microempresa individual registrada em Sapopemba, na zona leste de São Paulo.
O que você acha? O que você acha dessa sequência de repasses e das irregularidades apontadas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quais emendas de Flávio Bolsonaro foram pagas ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP) e qual foi a reação administrativa?
As emendas de Flávio Bolsonaro direcionaram R$ 3,1 milhões à atenção básica de Mesquita em 2024, com R$ 666 mil pagos ao Instituto de Medicina e Projeto (IMP) em agosto de 2025. Em junho deste ano a Receita Federal classificou o IMP como “inexistente de fato” e o TCE-RJ apontou irregularidades em acórdão de 2025.
Quais empresas investigadas receberam recursos ligados a emendas do senador e quanto foi pago?
Empresas que aparecem em investigação da Polícia Federal receberam recursos por convênios abastecidos por emendas do senador: a Glágio do Brasil recebeu R$ 569 mil entre maio e junho, e a Inbra-Tecnologia R$ 1,1 milhão no mesmo convênio. As apurações incluem buscas realizadas na Operação Perfídia, deflagrada em setembro de 2023.
O que se sabe sobre as emendas a projetos esportivos e a participação de Robson Calixto (Peixe)?
Emendas vinculadas a projetos esportivos incluem R$ 200 mil ao IFOP para ação em Taquara e R$ 4 milhões a projeto ligado ao Vasco da Gama em 2025, que passou a ser alvo da Controladoria-Geral da União. Mensagens reveladas indicam que Robson Calixto, conhecido como Peixe e condenado no caso Marielle Franco, tratou da liberação de recursos com assessoria vinculada ao gabinete.
Vinicius Balbino