Flávio Bolsonaro — investigação revela que, desde 2019, a atuação política nas nomeações para hospitais federais do Rio coincidiu com trocas de diretoria, contratos emergenciais e elevação de custos operacionais, cenário que, segundo relatórios oficiais e da CPI, afetou a oferta de leitos e a rotina assistencial durante a pandemia.
Trocas de direção e contratos com margens elevadas
O caso do Hospital Bonsucesso é citado como marco das interferências: a direção anterior foi afastada após uma festa de aniversário do hospital orçada em R$ 156 mil, e houve sucessão rápida de nomes na chefia da unidade.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na sequência, um nome da área médica foi efetivado, exonerado em menos de um mês e substituído por outra diretora, cenário que se repetiu com frequência: o Bonsucesso chegou a ter cinco diretores em quatro anos, enquanto contratos administrativos apresentaram margens de lucro relatadas em até 561% acima do acordado.
Diagnóstico do Ministério da Saúde de fevereiro de 2023 aponta que 72% dos recursos da rede federal no Rio — R$ 50,3 milhões por mês — eram destinados a custeio como limpeza e vigilância.
Leitos fechados, fim de contratos e repercussões institucionais
Relatórios e a CPI da Covid registraram que 30% dos leitos clínicos e de UTI da rede federal na capital permaneceram fechados durante a pandemia; em março de 2021 havia 650 leitos impedidos, segundo os documentos.
O fim de cerca de 3,5 mil contratos no fim de dezembro de 2020 e a prorrogação restrita pela Medida Provisória 1.022 — que renovou apenas 1,4 mil contratos por 60 dias — foram apontados como fatores determinantes para a redução do atendimento. A CPI também identificou uso frequente de dispensa de licitação seguido de aditivos e encaminhou documentos ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas da União.
O orçamento anual da rede saltou de cerca de R$ 800 milhões para cerca de R$ 2 bilhões, e o ministério registrou reabertura de 335 leitos, reativação de 16 salas cirúrgicas e aumento de 30% nas cirurgias, totalizando 21.869 procedimentos em 2025.
Foto: Divulgação
Flávio Bolsonaro foi procurado e não retornou.
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Perguntas Frequentes
Como Flávio Bolsonaro teria influenciado as nomeações para hospitais federais do Rio?
Flávio Bolsonaro teria passado a influenciar as indicações para a rede de hospitais federais do Rio a partir de 2019, segundo a apuração. O padrão registrado inclui trocas de direção logo após o fim de contratos, casos como o do Bonsucesso (afastamento de direção após gasto de R$ 156 mil) e substituições rápidas de gestores médicos.
Que impacto essa influência teve no atendimento durante a pandemia?
Flávio Bolsonaro aparece no centro das apurações que conectam nomeações a redução de capacidade: o diagnóstico de fevereiro de 2023 aponta que 72% dos recursos da rede (R$ 50,3 milhões por mês) iam para custeio, enquanto a CPI registrou 650 leitos bloqueados em março de 2021 e 30% dos leitos clínicos e de UTI fechados no período.
Thiago Nogueira