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Movimentos populares da Bahia: 18 propostas por soberania territorial

Resumo

No mês de setembro, uma coalizão de 11 movimentos sociais e sindicatos protocolou na Governadoria da Bahia a Carta de Plataforma Programática do Campo Popular, com 18 diretrizes voltadas a políticas públicas estaduais. O documento prioriza soberania territorial, justiça ambiental, controle sobre minerais e energia, e reivindica reestatizações e proteção de lideranças rurais e comunidades tradicionais.

Movimentos populares da Bahia: 18 propostas por soberania territorial
Foto: Divulgação
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Movimentos populares da Bahia — a entrega da Carta de Plataforma Programática na Governadoria, em setembro, marca uma ofensiva organizada para influenciar decisões estaduais sobre energia, mineração e serviços públicos. A ação busca transformar reivindicações históricas em compromissos institucionais que podem alterar projetos de expansão e contratos vigentes no estado.

Pressão sobre energia, mineração e serviços essenciais

As 18 diretrizes colocam em xeque o atual modelo de expansão de energias renováveis no estado, destacando impactos socioambientais de parques eólicos, usinas solares e barragens sobre comunidades rurais.

O texto exige a implementação imediata da Política Estadual de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PEAB), prevista no Projeto de Lei nº 25.445/2024, e propõe controle social sobre a política mineral, incluindo a revisão do papel da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM).

"O documento reúne 18 diretrizes voltadas à formulação de políticas públicas no estado, com foco na soberania territorial, justiça ambiental e no enfrentamento às desigualdades no campo e na cidade."

Território, agricultura familiar e segurança de lideranças

A carta defende o lançamento do Programa Camponês, com assistência técnica, linhas de crédito e mecanismos de escoamento para a agricultura familiar, além da aceleração da titulação de territórios de Fundo e Fecho de Pasto, quilombolas, indígenas e povos das águas.

Também há pedido explícito por políticas de proteção: criação de um grupo permanente de Direitos Humanos para monitorar inquéritos, combater pistolagem e garantir medidas de segurança para lideranças e camponeses ameaçados no interior.

O que você acha? Você acredita que a plataforma vai conseguir pressionar o governo a implementar as mudanças propostas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que é a Carta de Plataforma Programática entregue pelos movimentos populares da Bahia e quais são suas prioridades?

A Carta de Plataforma Programática dos movimentos populares da Bahia é um documento protocolado na Governadoria em setembro que reúne 18 diretrizes. Prioriza soberania territorial, justiça ambiental e medidas econômicas, incluindo reestatização de serviços (Embasa, Bahiagás, RLAM/Mataripe) e controle popular sobre compensações como CFEM, CFURH e royalties do petróleo.

Quais propostas sobre energia e mineração constam na plataforma dos movimentos populares da Bahia?

Os movimentos populares da Bahia pedem revisão do modelo de expansão de energias renováveis e controle social da política mineral, defendendo territórios livres de mineração e o rigor contra garimpo ilegal. A carta exige a aplicação da PEAB prevista no Projeto de Lei nº 25.445/2024 e transparência na gestão da CFEM e de royalties.

Como a Carta aborda a proteção a lideranças e a questão fundiária no interior da Bahia?

A Carta dos movimentos populares da Bahia propõe o Programa Camponês para assistência técnica, crédito e escoamento da produção familiar e acelera a titulação de Fundo e Fecho de Pasto, quilombolas, indígenas e povos das águas. Inclui a criação de um grupo permanente de Direitos Humanos para monitorar inquéritos e atuar contra grupos de pistolagem.

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POR Samuel Vitor
Samuel Vitor

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