Pernambuco — a corrida pelas duas vagas do Senado Federal no estado reúne 12 nomes com trajetórias variadas, e a escolha do eleitor tem efeito direto: são dois votos iguais em peso, mas o segundo é anulado se apontado para o mesmo candidato. Entender quem são os postulantes e as regras de votação é crucial para evitar desperdício de sufrágio.
Nomes em disputa e trajetórias que pesam
Marília Arraes (PDT) é advogada com trajetória na política estudantil e no Executivo local; já foi vereadora e deputada federal e é autora da Lei da Dignidade Menstrual, que prevê distribuição de absorventes em escolas públicas.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Humberto Costa (PT) é médico e jornalista de formação, ex-ministro da Saúde, responsável por programas como o Samu e o Farmácia Popular, e detém experiência prévia como senador, tendo participado da CPI da Covid-19.
Mendonça Filho (PL) tem formação em administração, passagem por governos estaduais e federais, e foi ministro da Educação, com atuação destacada na Reforma do Ensino Médio.
Eduardo da Fonte (PP) é empresário e deputado federal em múltiplos mandatos; entre as informações públicas está o repasse de mais de R$ 700 milhões em emendas para a saúde em Pernambuco.
Túlio Gadelha (PSD) é advogado e deputado federal; atuou como relator da Lei do Mar e destinou R$ 27 milhões em emendas para custeio das universidades públicas em Pernambuco.
Carlos Sant’Anna (Novo) é advogado tributarista e ex-secretário estadual; apresenta discurso liberal na economia e defende responsabilidade fiscal e segurança jurídica.
Paulo Rubem Santiago (Rede) é professor da UFPE, doutor em Educação e ex-relator do Fundeb, com trajetória em defesa da educação pública e pautas ambientais.
Pastor Gilvan Costa (Dem) tem base evangélica como pastor da Assembleia de Deus, experiência como vereador e deputado estadual, e apresenta pauta voltada à recuperação do Hospital Evangélico da Torre.
Samuel Timóteo (UP) vem da luta estudantil e do sindicalismo na construção civil, liderando pautas de salários, segurança e controle popular dos fundos públicos.
Gorett Bitu (UP) é economista aposentada e coordenadora do Movimento de Mulheres Olga Benário, com atuação em pautas contra a misoginia e defesa de propostas anticapitalistas.
Foto: Divulgação
Mariano Macêdo (PSTU) é professor do ensino médio e militante socialista que defende reestatização e investimentos em serviços públicos, disputando a vaga pelo PSTU.
Maílson Silva Neto (PCO) é engenheiro eletricista e militante do PCO, com ênfase em mobilização da classe trabalhadora e proposta de estatização dos meios de produção.
Os eleitos terão mandatos de oito anos, indo de 2027 a 2034; cada eleitor pode dar dois votos para o Senado, que têm peso igual, mas o segundo voto será anulado se destinado à mesma candidatura do primeiro.
Contexto eleitoral: mecanismo do Senado e impacto prático
O Senado é a chamada "Casa Alta" do Congresso, onde cada estado mantém três cadeiras com mandatos de oito anos e renovações alternadas. Em 2026 estão em disputa as duas vagas de Pernambuco que não foram renovadas em 2022.
A ordem em que os perfis aparecem na lista segue as pesquisas de intenção de voto mais recentes, e a recomendação prática para o eleitor é escolher dois candidatos distintos, já que a duplicidade de escolha anula o segundo sufrágio, reduzindo o poder de decisão do eleitor.
O que você acha? Você já definiu seus dois votos para o Senado por Pernambuco ou ainda está em dúvida? Para acompanhar mais cobertura eleitoral, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quem são os candidatos ao Senado Federal por Pernambuco e quais nomes aparecem com maior destaque?
Os candidatos ao Senado Federal por Pernambuco somam 12 postulantes, entre eles Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL), apresentados em ordem de pesquisas de intenção de voto. A lista inclui ex-ministros, deputados federais e lideranças sindicais, com perfis que vão do centro ao extremo das colorações ideológicas.
Como funciona o sistema de dois votos para o Senado em Pernambuco e qual erro pode levar à anulação?
O sistema do Senado em Pernambuco prevê que cada eleitor emita dois votos para preencher as duas vagas em disputa; os dois votos têm igual peso. Caso o eleitor direcione ambos os votos à mesma candidatura, o segundo voto é anulado, reduzindo a eficácia do voto e a representação esperada para 2027–2034.
Que tipos de perfis políticos compõem os 12 postulantes e quais são algumas propostas conhecidas?
Os 12 postulantes ao Senado por Pernambuco reúnem ex-ministros como Humberto Costa, líderes locais como Marília Arraes (autora da Lei da Dignidade Menstrual), parlamentares com histórico de emendas como Túlio Gadelha (R$ 27 milhões para universidades) e candidatos de esquerda radical e sindicais, refletindo diversidade de pautas e experiência administrativa.
Vinicius Balbino